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Mundo

Grupo Estado Islâmico perde seu último bastião na Síria

media Milhares de pessoas tiveram que deixar suas casas por causa dos combates entre o exército e o grupo Estado Islâmico na Síria e vivem em acampamentos instalados em pleno deserto Mohamad ABAZEED / AFP

O Exército sírio anunciou nesta quinta-feira (9) ter retomado o controle total de Bukamal. A cidade era o último bastião do grupo Estado Islâmico (EI) no país. A maior preocupação agora é com a situação das milhares de pessoas que foram obrigadas a deixar suas casas durante os combates na região. 

Após ter recuado na província de Deir Ezzor diante da ofensiva do governo de Damasco e da coalizão curdo-árabe, os extremistas do EI estavam entrincheiraram em Bukamal, perto da fronteira com o Iraque. Mas "as unidades das nossas Forças Armadas, em cooperação com as forças aliadas, libertaram a cidade", afirmou nesta quinta-feira o Exército em um comunicado. Na véspera, as tropas sírias e seus aliados já haviam conseguido entrar nessa cidade, situada no leste do país.

No começo de novembro, o EI perdeu Deir Ezzor, capital da província homônima e última grande cidade sob seu controle na Síria e no Iraque. A localidade foi recuperada por Damasco com o apoio crucial de seus aliados russo, iraniano e do Hezbollah libanês.

Apesar de Bukamal ser uma cidade menor que Deir Ezzor, sua retomada priva o EI da última região urbana de seu "califado", autoproclamado em 2014 nos amplos territórios conquistados entre Iraque e Síria – e que agora desaparece. "A libertação de Bukamal é de uma grande importância, porque representa o fim do projeto do grupo terrorista EI na região", ressaltou o Exército.

Agora, segundo as autoridades sírias, os poucos combatentes do grupo extremista que ainda não foram controlados estão concentrados em apenas dois bairros na periferia de Damasco – Yarmuk e Hajar al-Aswad – e em algumas pequenas localidades na província central de Homs e no sul do país.

Nos últimos meses, o EI sofreu sucessivas derrotas na Síria e no Iraque. Do lado iraquiano, as forças do governo ainda precisam recuperar a localidade de Rawa e seus arredores desérticos na província ocidental de Al Anbar, na fronteira com a Síria, para expulsar os últimos extremistas do país.

Mais de 100 mil pessoas deslocadas em algumas semanas

Enquanto isso, as Nações Unidas tentam contabilizar quantas pessoas foram deslocadas durante os combates. Segundo a ONU, cerca de 120 mil moradores tiveram que deixar suas casas apenas nas últimas semanas. Muitos deles vivem em condições difíceis em acampamentos instalados em pleno deserto.

Nesta quinta-feira, as Nações Unidas solicitaram a retirada de 400 doentes, incluindo 49 com risco de morte, na região síria de Ghuta Oriental. A área está sitiada pelo governo desde 2013.

Deflagrado com manifestações reprimidas pelo governo Bashar al-Assad, o conflito na Síria se tornou uma complexa guerra envolvimento múltiplos atores estrangeiros. Mais de 330 mil pessoas morreram, e milhões de sírios se viram obrigados a abandonar suas casas.

(Com informações da AFP)

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