Ouvir Baixar Podcast
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 18/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 18/05 15h06 GMT
  • 15h00 - 15h06 GMT
    Jornal 18/05 15h00 GMT
  • 09h57 - 10h00 GMT
    Flash de notícias 18/05 09h57 GMT
  • 09h33 - 09h57 GMT
    Programa 18/05 09h33 GMT
  • 09h30 - 09h33 GMT
    Jornal 18/05 09h30 GMT
  • 15h27 - 15h30 GMT
    Flash de notícias 17/05 15h27 GMT
  • 15h06 - 15h27 GMT
    Programa 17/05 15h06 GMT
Para poder acessar todos os conteúdos multimídia, você deve instalar o plugin Flash no seu navegador. Para se conectar, você deve ativar os cookies nas configurações do navegador. O site da RFI é compatível com os seguintes navegadores: Internet Explorer 8 e +, Firefox 10 e +, Safari 3 e +, Chrome 17 e +.
Mundo

Desigualdade de gêneros volta a crescer após 10 anos de avanços

media O relatório anual do WEF sobre a igualdade entre homens e mulheres envolve 144 países e analisa a situação entre sexos nas áreas de trabalho, educação, saúde e política. Wilson Dias/ABr

A desigualdade entre homens e mulheres voltou a crescer neste ano, pela primeira vez após uma década de avanços constantes, informou nesta quinta-feira (2) o Fórum Econômico Mundial (WEF). O relatório anual sobre a igualdade entre os sexos envolve 144 países e analisa a conjuntura nas áreas de trabalho, educação, saúde e política.

Globalmente, o ano de 2017 "marca um retrocesso após uma década de avanços lentos mas constantes em matéria de melhoria da igualdade entre os sexos, com a distância em escala mundial crescendo pela primeira vez desde a publicação do primeiro relatório, em 2006", afirma o documento. No ritmo atual, será preciso um século para acabar com a distância global entre homens e mulheres em escala mundial, contra os 83 anos calculados em 2016.

"Em 2017, não deveríamos estar constatando que a tendência de progresso a favor da igualdade se reverte", declarou um dos autores do relatório, Saadia Zahidi. Esse retrocesso se explica pelo aumento da diferença entre homens e mulheres nos quatro pilares estudados pelos especialistas.

Pelo quarto ano consecutivo, se ampliou o abismo entre sexos na área trabalhista, um retrocesso ao nível de 2008, assinala o relatório. O estudo avalia que, mantido o ritmo atual, as desigualdades entre homens e mulheres no trabalho persistirão até 2234 – ou seja, por mais 217 anos -, quando no ano passado a previsão era de 170 anos para se atingir este objetivo.

Maiores atrasos estão no Oriente Médio e na África do Norte

"As áreas onde a diferença entre sexos são mais difíceis de superar são economia e saúde", enquanto "o abismo político entre os sexos é o mais escandaloso", indica.  Diante das tendências atuais, a distância entre sexos na área da educação poderia ser eliminada no prazo de 13 anos.

Em 2017, a Europa ocidental permaneceu como a região mais avançada em matéria de redução das desigualdades, à frente dos Estados Unidos. Oriente Médio e África do Norte são as regiões onde o abismo é maior.

Entre os países do G20, a França ocupa a primeira posição em matéria de igualdade, seguida por Alemanha, Grã-Bretanha, Canadá, África do Sul e Argentina. A classificação geral é dominada pelos países do Norte da Europa: Islândia, Noruega e Finlândia.

Informações da AFP

Sobre o mesmo assunto
 
O tempo de conexão expirou.