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Mundo

Malta oferece € 1 milhão por pistas sobre assassinato de jornalista

media A jornalista maltesa Daphne Caruana Galizia, fotografada em 2011 em La Valette, na Ilha de Malta. REUTERS/Darrin Zammit Lupi

O governo maltês prometeu neste sábado (21) uma recompensa de € 1 milhão a qualquer pessoa que oferecesse informações que levassem à identificação dos responsáveis ​​pela explosão do carro da jornalista e blogueira anticorrupção, Daphne Caruana Galizia.

Em frente ao Parlamento de Malta, na noite de quarta-feira (18), o primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, cuja equipe próxima foi alvo de ataques virulentos da jornalista assassinada, Daphne Caruana Galizia, anunciou que seu governo proporia "uma recompensa substancial e sem precedentes" para encontrar os autores e patrocinadores do assassinato.

"Este é um caso de extraordinária importância que requer medidas extraordinárias, e a justiça deve ser processada a todo custo", afirmou o governo maltês em comunicado.

Os três filhos do jornalista, Matthew, Andrew e Paul, revelaram na quinta-feira (19) no Facebook que Muscat considerava oferecer a recompensa de € 1 milhão e que o chefe do governo os havia pressionado em vão, para eles apoiarem a iniciativa.

"Não estamos interessados ​​em uma sentença judicial que só permitirá que os funcionários do governo, que se beneficiaram do assassinato de nossa mãe, virem as costas e digam que a justiça foi feita", diz a mensagem dos filhos de Galizia.

Investigação continua

A investigação sobre a morte de Daphne Caruana Galizia continua neste sábado (21) em Malta, os policiais analisam neste momento bitucas de cigarros encontrados em um local com vista para a explosão. As pontas de cigarro foram encontradas onde um veículo "suspeito" foi visto. Ele poderia pertencer à pessoa que manipulou a carga explosiva que matou a jornalista na segunda-feira (16), de acordo com fontes próximas à investigação. O veículo estava estacionado no meio de uma estrada rural, longe dos edifícios vizinhos, e atraiu a atenção dos motoristas.

Toda a área foi examinada por especialistas forenses, bem como por agentes do FBI e especialistas da Holanda que dão opoio à polícia maltesa. Organizações da sociedade civil pediram um grande protesto pacífico e apolítico domingo nas ruas da capital Valletta, quase uma semana após o assassinato. Seria "um ato que deve ser respondido pela unidade da nação", de acordo com os organizadores da manifestação, que deram instruções para as pessoas irem com uma bandeira maltesa.

A mídia do arquipélago decidiu se juntar ao evento, espalhando o mesmo slogan em suas antenas, em suas versões eletrônicas ou em papel: "a caneta é mais forte do que o medo".

Muitas vezes definida como "Wikileaks solitária", Daphne Caruana Galizia, de 53 anos, revelou inúmeros escândalos envolvendo políticos malteses.

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