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Mundo

Poluição provoca uma em cada seis mortes no mundo

media Massa de ar poluído sobre Pequim, China, um dos países onde a poluição causa 25% de todas as mortes. REUTERS/Kim Kyung-Hoon

Uma de cada seis mortes ocorridas no mundo em 2015 foi provocada pela poluição ambiental, revela um estudo publicado pela revista científica The Lancet nesta sexta-feira (20).

Todos os anos, cerca de 54 milhões de pessoas morrem no mundo por causa dos mais variados motivos. Segundo a revista The Lancet, nove milhões de pessoas, isto é, um sexto do total, morreram em 2015 por doenças provocadas pela poluição do meio ambiente.

Quase todas essas mortes (92%) ocorreram em países de baixa e média renda, sendo a poluição do ar a principal responsável, matando 6,5 milhões de pessoas. Índia e China, países mais populosos do mundo, concentram sozinhos quase metade do número total de mortos não só pelo tamanho da sua população, mas também pela rápida industrialização e suas nefastas consequências para o meio ambiente. Quênia, Paquistão, Bangladesh e Madagascar, países menos populosos, passam pelo mesmo problema numa versão agravada: 25% das mortes registradas são provocadas pela poluição.

Além da intoxicação direta, a poluição causa uma série de enfermidades fatais como cardiopatias, acidentes vasculares cerebrais, câncer de pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crônica.

"A poluição e as doenças que ela provoca afetam mais frequentemente os pobres e os indefesos do mundo. As vítimas são muitas vezes os mais vulneráveis e os sem voz", disse o coautor do artigo Karti Sandilya, da organização não-governamental antipoluição Pure Earth. "Como resultado, a poluição ameaça direitos humanos fundamentais, como o direito à vida, à saúde, ao bem-estar, ao trabalho seguro, bem como a proteção das crianças e dos mais vulneráveis".

Países pobres pagam mais caro

Com perdas globais de cerca de US$ 4,6 trilhões por ano, o custo econômico das mortes e doenças relacionadas à poluição também está concentrado nos países em desenvolvimento.

"Proporcionalmente, os países de baixa renda gastam 8,3% de sua renda nacional bruta com as mortes e doenças relacionadas à poluição, enquanto os países de alta renda gastam 4,5%", disseram os pesquisadores.

Respirar pode matar

No estudo publicado pela The Lancet, o ar se revela o campeão da sujeira e, consequentemente, das mortes. Gases emitidos por fábricas e automóveis, além da queima de madeira, carvão, esterco ou resíduos agrícolas para calefação, são as principais fontes da poluição que contamina a atmosfera.

A poluição da água ficou em segundo lugar, com 1,8 milhão de óbitos, enquanto "a poluição no local de trabalho, incluindo a exposição a toxinas e agentes cancerígenos, foi vinculada a 0,8 milhão de mortes", afirma o relatório.

Retrocesso americano

Os editores da The Lancet Pamela Das e Richard Horton disseram que o artigo chegou em um "momento preocupante, quando a Agência de Proteção Ambiental da administração americana, dirigida por Scott Pruitt, está solapando os regulamentos ambientais estabelecidos". Esses dados devem servir como um "alerta", acrescentaram, lembrando que Pruitt anunciou este mês que os EUA revogariam o plano de energia limpa do ex-presidente Barack Obama.

De resto, o relatório conseguiu reunir algumas boas notícias também. As mortes devido à poluição da água e do ar doméstico caíram de 5,9 milhões em 1990 para 4,2 milhões em 2015, à medida que os países pobres se tornaram mais ricos, disseram os autores.

Por outro lado, as mortes por poluição associada ao desenvolvimento industrial - como poluição do ar exterior, poluição química e do solo -, aumentaram de 4,3 milhões para 5,5 milhões no mesmo período.

(Com agência AFP)

 

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