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Mundo

Sem acesso à escola, 63% das adolescentes afegãs não sabem ler

media O drama das meninas afegãs que não têm mais acesso à escola é tema de denúncia do novo relatório da ONG Human Rights Watch em 17 de outubro de 2017. ©Paula Bronstein for Human Rights Watch

O acesso de meninas ao ensino, inclusive o básico, retrocede no Afeganistão, onde dois terços delas continuam sem frequentar a escola, 16 anos após a queda do regime talibã. A denúncia foi feita nesta terça-feira (17) pela ONG Human Rights Watch (HRW).

A insegurança, a pobreza e os deslocamentos da população são as principais causas da falta de acesso de meninas afegãs à escola, segundo aponta o relatório da ONG Human Rights Watch (HRW), publicado nesta terça-feira (17). O estudo destaca o fracasso desta situação para o país e para a comunidade internacional, que tentou intervir para resolver a questão, desde 2001.

"O objetivo declarado - garantir a escola para todas as meninas - está longe de ser alcançado", apesar de uma lei afegã que estipula que a escola é obrigatória até os 14 anos, indica a HRW. A ONG cita números do governo: "3,5 milhões de crianças não vão à escola e, dessas, 85% são meninas, o equivalente a 2,97 milhões de garotas".

A consequência é que "apenas 37% das adolescentes sabem ler e escrever", um número que chega a 66% entre os meninos, acrescenta a HRW, alertando, contudo, para a falta de confiabilidade das estatísticas oficiais e para a dificuldade de condensar os dados.

“De uma maneira geral, o governo oferece menos escolas, tanto primárias como secundárias, às meninas que aos meninos”, insiste a HRW. A educação não é mista na República Islâmica do Afeganistão. “E na metade das 34 províncias afegãs, menos de 20% dos professores são mulheres, um grande obstáculo para as numerosas meninas cujas famílias não aceitam que elas possam entrar em contato com um homem, sobretudo as adolescentes”, completa o relatório.

A maioria das crianças no Afeganistão vive muito longe da escola, o que dificulta o acesso. Cerca de 41% das instituições de ensino não possuem prédios, e a maioria delas não tem muros ou instalações sanitárias, o que afeta particularmente as meninas. Um quarto dos menores afegãos entre 5 e 14 anos trabalham para ajudar sua família, o que lhes obriga a deixar a escola. Além disso, 33% das meninas se casam antes dos 18 anos, às vezes antes mesmo dos 15 anos.

A ONG critica, sobretudo, as dificuldades para as garotas de terem acesso à educação e lembra que 40% do território está sob controle talibã, ou é disputado pelo grupo. Foram eles que proibiram a educação para meninas sob seu regime (1996-2001).

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