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Histerias nacionalistas como a da Catalunha revelam desconfiança em governos nacionais

Histerias nacionalistas como a da Catalunha revelam desconfiança em governos nacionais
 
Até no Brasil, uma minoria organizou um mini-plebiscito reivindicando a independência para um Estado composto pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Captura de vídeo youtube/ Lukita

Não há dúvida de que os Estados nacionais estão ameaçados pelos ventos da fragmentação. A histeria nacionalista catalã é o último exemplo dessa tendência que vem se alastrando. Só na Europa existem vários movimentos separatistas – na Escócia, no País Basco, na Bélgica, na Itália do Norte, na Córsega, na Ucrânia, ou Eslováquia.

Mas não é só um fenômeno europeu. Basta olhar para o referendo no Curdistão e para os conflitos cada vez mais duros no sul da Turquia, nas Filipinas, na Indonésia, na Birmânia, ou em vários estados da África. A Califórnia começou a pensar no assunto depois dos disparates de Donald Trump. Até no Brasil, uma ínfima minoria organizou um mini-plebiscito reivindicando a independência para um Estado composto pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Claro, cada um tem sua história, e seus problemas e argumentos são todos diferentes. Mas fundamentalmente, todos vivenciam o mesmo sentimento: a falta de confiança dos cidadãos nos seus governos nacionais. E não são só os secessionistas. Cidadanias inteiras desconfiam de suas autoridades centrais – democráticas ou não.

Há uma consciência aguda de que as instituições nacionais e seus representantes perderam os instrumentos de poder e as capacidades necessárias para resolver os problemas do país e responder a seus anseios.

Desafios ligados à globalização

O mundo está mudando rapidamente. Nenhum governo, nem os mais poderosos, tem condições de administrar e controlar a chamada “globalização”. As políticas públicas nacionais pesam pouco diante dos grandes desafios transnacionais – a mudança climática, as migrações de massa, a criminalidade transfronteiriça, a revolução tecnológica, ou a segurança dos mares, do espaço ou das redes cibernéticas.

As novas maneiras de produzir, consumir, trabalhar ou se comunicar estão transformando as sociedades e as relações humanas, mas os velhos partidos políticos e aparelhos de Estado ainda estão atolados no passado. E parecem cada dia mais irrelevantes.

Essa percepção de que os governos não conseguem mais enfrentar questões fundamentais está provocando uma desagregação das solidariedades nacionais. Não só entre ricos, pobres, e remediados, mas também entre grandes e pequenos centros urbanos, ou as regiões mais abastadas e as outras.

Terreno fértil para os movimentos nacionalistas locais nas partes mais ricas, que não querem mais saber de dividir riquezas com as outras. Os Estados nacionais estão perdendo a “nação”, ameaçados por cima pela globalização e por baixo pela fragmentação política de seus territórios.

Separatismo alimentado pela integração europeia

Na Europa, estes separatismos com gosto de Idade Média também são alimentados pela própria integração europeia. Para os militantes independentistas, a secessão não parece tão dramática, já que estão convencidos que seus novos microestados continuarão pertencendo à União Europeia com todas as vantagens do clube: moeda única, grande mercado livre para as exportações e investimentos, garantias do Banco Central europeu, liberdade de circulação, representação política no Parlamento europeu, política comercial comum e garantias de segurança.

Só que não é bem assim. Um novo Estado independente terá que passar de novo por todas as etapas da adesão ao conjunto europeu. E estará sujeito ao veto de qualquer estado membro.

A Espanha jamais aceitará uma Catalunha que tenha declarado a independência de maneira unilateral sem respeitar a Constituição espanhola. E os outros Estados europeus, também ameaçados por separatistas, não estão dispostos a dar colher de chá aos independentistas locais. Os principais bancos e empresas catalães também já estão fugindo para as outras regiões espanholas, com medo de todas essas incertezas. No entanto, os casos mais emblemáticos – Catalunha e Escócia – têm seu lado positivo.

A crise e o debate separatista estão despertando as maiorias silenciosas locais que estão tomando consciência do perigo de brincar com o fogo nacionalista que já provocou tantas tragédias e guerras no Velho Continente. Isso não vai resolver a questão da fraqueza crescente dos governos nacionais, mas quem sabe, pode evitar o salto no abismo nacionalista.


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