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Mundo

FAO aposta no aumento da produtividade para estancar êxodo rural

media Distribuição de alimentos em área rural da região somali, na Etiópia, em 31/08/17. Flickr/ FAO

De acordo com um novo relatório da agência da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado nesta segunda-feira (9), milhões de jovens em países em desenvolvimento que entrarão no mercado de trabalho nas próximas décadas não precisarão fugir das áreas rurais para escapar da pobreza.

De acordo com o novo relatório da FAO sobre a situação da Alimentação e Agricultura 2017, divulgado nesta segunda-feira (9), as áreas rurais têm grande potencial para estimular o crescimento econômico, necessário para manter o nível de produção agrícola e o crescimento de setores relacionados. Uma vez que a maioria das pessoas pobres e famintas do mundo vivem nessas áreas, alcançar as metas do Programa de Desenvolvimento Sustentável até 2030 dependerá dos incentivos a esse potencial, muitas vezes negligenciado.

Segundo a FAO, para alcançar esse objetivo será necessário encontrar soluções para problemas de baixa produtividade em culturas alimentares, da industrialização restrita a algumas áreas e do crescimento rápido da população e da urbanização. Todos esses pontos representam desafios para os países em desenvolvimento, comprometendo sua capacidade de cultivar alimentos e de oferecer emprego à população.

Segundo o relatório da ONU, existem evidências consideráveis ​​de que fazer mudanças nas economias rurais possa ter um impacto significativo na economia. A transformação das economias rurais já ajudou centenas de milhões de pessoas a sair da pobreza desde a década de 1990, segundo a FAO.

Investimento no campo é “estratégico”

No entanto, o progresso tem sido desigual e o crescimento da população tende a aumentar os riscos. Entre 2015 e 2030, o número de pessoas com idades entre 15 e 24 anos deverá aumentar em 100 milhões, chegando a 1,3 bilhão. Quase metade desse aumento ocorrerá na África subsaariana, principalmente nas áreas rurais.

Em muitos países em desenvolvimento, particularmente no sul da Ásia e na África subsaariana, o crescimento nos setores terciário e industrial não poderá absorver o número maciço de novos candidatos que entram no mercado de trabalho. As pessoas das áreas rurais que chegam às cidades serão, portanto, mais propensas a se tornarem cidadãos precários das cidades, se não escaparem da pobreza. Outros terão de procurar emprego em outros lugares, o que levará a fenômenos de migração sazonais ou permanentes.

Por todas essas razões, o novo relatório da FAO afirma que “a ênfase deve ser dada ao investimento nas áreas rurais para fortalecer os sistemas alimentares e apoiar as agroindústrias conectadas às áreas urbanas (especialmente nas cidades pequenas e médias), o que contribuirá para a criação de empregos e permitirá que mais pessoas permaneçam e prosperem no campo. De acordo com o relatório, trata-se de uma intervenção estratégica.

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