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Mundo

Tensão com Pyongyang pode complicar organização de JO de inverno na Coreia do Sul

media Os Jogos Olímpicos de Inverno, em Pyeongchang, na Coreia do Sul, acontecem no mês de fevereiro de 2018. REUTERS/Kim Hong-Ji/File Photo

A tensão crescente na península coreana pode complicar a organização dos Jogos Olímpicos de inverno de 2018, que acontecem em fevereiro na Coreia do Sul. Seul prometeu nesta terça-feira (26) que as Olímpiadas e Paralimpíadas no país serão "seguras". O governo sul-coreano pede aos Estados Unidos que evite uma escalada na região.

Seul tem pressa em baixar a tensão com a Coreia do Norte. A Coreia do Sul organiza os Jogos Olímpicos de Inverno entre os dias 9 e 25 de fevereiro de 2018, em Pyeongchang, a cerca de 100 km da fronteira com o vizinho do norte. Segundo o Comitê Olímpico Internacional, os preparativos seguem como previstos, apesar do teste perturbador com a bomba de hidrogênio norte-coreana, no início de setembro.

Até o momento, nenhum país cancelou oficialmente sua participação, informou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores sul-coreano, Noh Kyu-Duk. Na semana passada, França, Alemanha e Áustria tinham questionado a segurança de seus atletas durante o Jogos Olímpicos, em função da tensão crescente entre a Coreia do Norte e principalmente os Estados Unidos. Washington declarou sua confiança na organização das Olímpiadas.

Seul pede uma solução diplomática

Coreia do Sul pediu aos Estados Unidos que evitem uma escalada maior das tensões com a Coreia do Norte. Em um discurso nesta segunda-feira (25) no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, a ministra das Relações Exteriores de Seul, Kang Kyung-wha, disse que não pode haver uma nova guerra na península.

O secretário da Defesa americano, Jim Mattis, consentiu hoje que Washington busca uma solução diplomática para o conflito, mas para manter a pressão contra Pyongyang, o presidente Donald Trump tuitou logo em seguida que o governo norte-coreano torturou duramente um estudante americano morto em junho do ano passado.

No discurso em Washington, a ministra sul-coreana quis esfriar os ânimos depois que o líder norte-coreano Kim Jong Un afirmou que Trump tinha declarado guerra à Coreia do Norte ao ameaçar destruir totalmente o país. A chanceler defendeu a "pressão máxima" e fortes sanções como "ferramentas diplomáticas" para convencer Pyongyang a voltar à mesa de negociações, a fim de livrar a Península da Coreia das armas nucleares. A China declarou hoje que ninguém sairia vencedor de uma guerra na península.

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