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Mundo

Joon, nova companhia aérea da Air France, terá voos para o Brasil

media Jean-Michel Mathieu,diretor general da Joon, durante apresentação da companhia em Paris. 25/09/17 BONAVENTURE / AFP

Joon, uma criação híbrida entre low-cost e companhia tradicional, anunciou nesta segunda-feira (25) que começará suas operações no dia 1º de dezembro, com quatro destinações na Europa, a fim de reconquistar o tráfego aéreo perdido pela Air France nos últimos anos.

A filial da Air France terá, a partir de dezembro, 51 voos semanais para Barcelona, 37 para Berlim, 28 para Lisboa e três para o Porto, com aeronaves A320 partindo de Paris-Charles de Gaulle.

Sua atividade fora do continente europeu começará em março de 2018, com dois voos semanais para Fortaleza, no Brasil, a partir de 249 euros (cerca de R$ 929,00). E, em 2019, para as ilhas Seychelles (a partir de 299 euros ou R$1.115,00), em aeronaves A340 e A350, respectivamente.

Joon foi criada para retomar a ofensiva sobre os mercados perdidos para a concorrência, notadamente as companhias aéreas do Golfo Pérsico e as low-cost (baixo custo), e para criar um laboratório de inovação, declarou o diretor-geral da Air France Franck Terner. “A nova companhia operará a custos reduzidos em relação à Air France graças aos ganhos de produtividade e de eficácia”, explicou.

A empresa, cuja marca é a cor azul metálica, operará sob o código Air France. Seus voos serão comercializados pela Air France, e a manutenção de suas aeronaves, 28 no total - incluindo dez de longa distância - até 2020, serão fornecidas pela Air France Industries, de acordo com Terner. A Joon terá seu próprio Certificado de Transporte Aéreo (CTA).

Espírito de startup

"Joon é um novo modelo de companhia aérea entre a empresa clássica e a companhia aérea de baixo custo" onde "serão testadas novidades" em um "espírito de startup", explicou Jean-Michel Mathieu, gerente geral da Joon, confirmando que a nova companhia praticará "tarifas atraentes".

Para as médias, assim como para as longas distâncias, as tarifas variarão em função da flexibilidade; as bagagens despachadas serão pagas.

Nas médias distâncias, as bebidas serão gratuitas. As refeições serão gratuitas apenas na classe executiva. Para os voos de longa distância, uma refeição será inclusa na tarifa de base para todas as classes.

Joon também oferecerá aos passageiros, a partir de seus próprios smartphones, tablets ou computadores, acesso a “streaming de voo”, com uma oferta de séries. Nos voos de longa distância, eles poderão utilizar óculos de realidade virtual.

A empresa também optou por uma "ruptura" para os uniformes da sua tripulação, com jaquetas sem manga e tênis brancos feitos com materiais reciclados de garrafas de plástico.

Para acelerar o seu desenvolvimento, a Air France-KLM, que passou sete anos no prejuízo antes de retornar ao verde em 2015, anunciou em julho parcerias com a Delta, a Virgin e a China Eastern, visando aumentar sua força nos mercados concorrentes da América do Norte e da Ásia.

“A Joon poderá eventualmente se beneficiar de alianças feitas por sua ‘irmã maior’", disse Terner. A nova empresa complementa o portfólio de marcas da Air France, que já tem uma operadora de baixo custo, a Transavia, e uma companhia aérea doméstica, a Hop!, e alimentará sua plataforma de conexões de Paris-Charles de Gaulle.

Joon surgiu depois de negociações com pilotos e comissários de bordo da Air France. É a medida principal do plano de recuperação de tráfego "Trust Together" (confiar juntos), lançada pelo CEO da Air France-KLM Jean-Marc Janaillac e visando medidas de eficiência econômica estimadas em 40 milhões de euros por ano (cerca de R$ 149 milhões).

Os voos da Joon serão operados por pilotos voluntários da Air France, com condições de trabalho e remuneração inalteradas.

Os comissários de bordo, por sua vez, serão recrutados externamente, com um custo 45% menor do que o da Air France. 140 comissários de bordo já estão em processo de contratação e mais de mil serão recrutados até 2020, de acordo com Mathieu.

(Com informações da AFP)

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