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Mundo

Em Nova York, Macron tenta convencer Trump a se manter no Acordo de Paris

media Clima descontraído marcou encontro entre o francês Emmanuel Macron e o norte-americano Donald Trump em Nova York. REUTERS/Kevin Lamarque

A França redobra os esforços, nesta segunda-feira (18), para tentar convencer o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a permanecer no Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. O líder francês, Emmanuel Macron, se encontrou com o chefe da Casa Branca logo que desembarcou em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Macron e Trump se encontraram em um hotel em Nova York para uma reunião paralela à Assembleia da ONU. Diante dos fotógrafos, os dois chefes de Estado se mostraram próximos e sorridentes.

O presidente norte-americano teceu longos elogios ao líder francês e disse ter guardado ótimas recordações de sua estadia em Paris, em julho passado, quando assistiu às comemorações da festa nacional. “Não esqueceremos tão cedo nosso jantar na Torre Eiffel”, declarou o chefe da Casa Branca, em alusão ao encontro com Emmanuel e Brigitte Macron no restaurante Julio Verne, no alto do monumento parisiense. “Aprendemos a nos conhecer”, continuou o norte-americano. “Todos os franceses ficaram orgulhosos ao recebe-lo com sua mulher”, retrucou Macron.

Trump chegou a declarar que, após assistir ao desfile de 14 de junho na capital francesa, deseja lançar o mesmo ritual em 4 de julho, dia da independência do Estados Unidos, com uma parada militar em Washington. “Vamos tentar fazer melhor” que os franceses, concluiu, sorrindo, o chefe da Casa Branca.

Macron aproveita esse clima de amizade para tentar convencer Trump a mudar sua posição sobre o Acordo do Clima de Paris. O presidente norte-americano, cujo Partido Republicano tem fortes laços com a indústria de combustíveis fósseis, assegura que o pacto é injusto para a economia dos Estados Unidos.

Diplomacia francesa se mobiliza

"Temos em conta as declarações do presidente (Donald) Trump sobre sua intenção de não respeitar o Acordo de Paris. Até agora não se tomou nenhuma medida, então ainda podemos esperar convencê-lo", disse o ministro francês de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, em uma coletiva de imprensa paralela à Assembleia Geral da ONU. "É necessário que a pressão internacional seja forte e que não detenhamos a implementação do acordo", acrescentou, lembrando que Emmanuel Macron convocou uma cúpula sobre o clima para 12 de dezembro em Paris.

No fim de semana, durante uma reunião de ministros de Meio Ambiente de 30 países em Montreal, um representante europeu declarou que os Estados Unidos estariam suavizando sua postura sobre o Acordo de Paris, abrindo a porta para uma revisão das condições sob as quais poderia se comprometer. No entanto, a Casa Branca reiterou, por meio de seu porta-voz, que Washington vai se retirar do pacto, a não ser que os termos sejam mais favoráveis aos interesses dos Estados Unidos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse nesta segunda-feira que não há tempo a perder, e que desde 2008 mais de 20 milhões de pessoas foram deslocadas por inundações, furacões e outros eventos extremos ligados às mudanças climáticas. "Em Paris, estivemos à altura de um desafio mundial. Agora temos um desafio ainda maior: aumentar a ambição e manter o rumo", disso Guterres.

(Com informações da AFP)

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