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Mundo

China apela à França para evitar novas sanções contra a Coreia do Norte

media Macron apoia sanções econômicas, mas Xi Jinping prefere a diplomacia. AFP

O presidente da China, Xi Jinping pediu à França, nesta sexta-feira (8), que contribua diplomaticamente para a solução da crise na Coreia do Norte.

O pedido foi feito numa chamada telefônica entre Xi Jinping, em Pequim, e Emmanuel Macron, em Paris, em seguimento à proposta norte-americana de que se imponha novas sanções econômicas contra o regime de Pyongyang.

 “A China espera que a França, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, tenha um papel construtivo na busca por uma solução pacífica, baseada no diálogo com a Coreia do Norte”, disse o presidente Xi Jinping.

Como havia declarado algumas horas antes à chanceler alemã Angela Merkel, Xi Jinping repetiu para Macron que gostaria de ver uma “península coreana desnuclearisada”.

“A questão coreana não pode ser resolvida de outra maneira que não seja pacífica, através do diálogo e da cooperação”, concluiu o presidente chinês.

Segundo o Palácio do Eliseu, Emmanuel Macron respondeu de maneira positiva ao apelo da China, mas lembrou a Xi Jinping que a situação pede “novas medidas de pressão sobre Pyongyang com o objetivo de forçar os norte-coreanos a negociarem, evitando, assim, uma escalada das provocações”. Macron, no entanto, não falou explicitamente em “novas sanções econômicas”.

Novas sanções podem derrubar o regime

A China e a França são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, ao qual os Estados Unidos enviaram um novo projeto de sanções econômicas contra o regime de Pyongyang, após o último teste nuclear realizado pelos norte-coreanos no domingo passado (3). O novo projeto norte-americano, que deve ser analisado a partir de segunda-feira (11), prevê o embargo na venda de petróleo à Coreia do Norte, o que poderia provocar o colapso na economia do país.

A proposta da Administração Trump é apoiada pela França e pela Grã-Bretanha, enquanto Rússia e China preferem postergar a votação do projeto, alegando que novas sanções econômicas não serão suficientes para suspender o programa nuclear norte-coreano.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, declarou na quinta-feira (7) que o Conselho de Segurança da ONU deverá reagir, adotando as medidas necessárias face a Pyongyang, ainda que as “sanções constituam apenas parte da solução”.

(Com informações da AFP)

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