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Mundo

Na Rússia, Israel mostra preocupação com a influência do Irã na Síria

media Vladimir Putin e Benyamin Netanyahu se encontram Sochi, na Rússia, em 23 de agosto 2017. Sputnik/Alexei Nikolsky/Kremlin via REUTERS

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reuniu-se nesta quarta-feira (23) com o presidente russo, Vladimir Putin. No centro das discussões, a situação na Síria. A presença militar iraniana no país vizinho preocupa as autoridades israelenses.

O general israelense Amir Eshel fez, no dia 16 de agosto de 2017, uma rara confidência pública sobre ataques de seu país à Síria. "Desde 2012, eu falo de dezenas e dezenas de ataques" e mesmo "uma cifra de três dígitos", disse o alto funcionário ao elogiar a Força Aérea Israelense.

Nunca tal cifra havia sido citada ou sugerida, embora o primeiro-ministro israelense já tenha reconhecido ataques em território sírio. Os alvos desses ataques são principalmente os comboios com armas iranianas para o grupo libanês Hezbollah.

Inimigo de Israel, o Hezbollah luta na Síria ao lado das forças iranianas para apoiar o regime de Damasco.

Daí a importância crucial para Israel de dialogar com a Rússia, outro aliado do poder de Assad, mas com quem Israel mantem um diálogo político.

Netanyahu acusa o Irã

Recebido por Vladimir Putin, Benyamin Netanyahu disse: “Onde o grupo Estado Islâmico, derrotado, desaparece, o Irã marca posição” e qualificou este último como “uma ameaça para Israel, para o Oriente Médio e para o mundo”.

O primeiro-ministro de Israel acredita que "o Irã fez grandes esforços para fortalecer sua presença na Síria." Ele acusa a República Islâmica de "armar as organizações terroristas e de patrocinar e incentivar o terrorismo".

O líder israelense aponta especialmente as "áreas de escalonamento" que estão tomando forma na Síria, por iniciativa da Rússia, que segundo ele são propícias ​​à instalação do Irã e de seus aliados.

Desde o início da guerra na Síria, em 2011, Israel acompanha com grande atenção os desdobramentos de seu vizinho. Em julho, Benyamin Netanyahu expressou oposição a uma trégua iniciada pelos EUA e pela Rússia no sul da Síria, suspeita, de acordo com uma autoridade israelense, de fortalecer a presença do Irã.

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