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Mundo

Atividade humana já esgotou recursos do planeta para o ano de 2017

media Por quanto tempo a Terra suportará a nossa sede de consumo e destruição? Pixabay

A partir deste dia 2 de agosto, a Humanidade estará vivendo a crédito. Pelo menos no que diz respeito aos recursos naturais oferecidos pelo planeta Terra. Mas o que isso quer dizer?

Na primeira metade deste ano, ou melhor, nos primeiros sete meses de 2017, nós, humanos, já consumimos tudo que a natureza consegue criar num período de um ano. Isto é, já consumimos mais água do que a Natureza pode produzir; já comemos mais peixes do que as espécies são capazes de reproduzir; já emitimos mais carbono na atmosfera do que os oceanos e as árvores são capazes de absorver num período de 12 meses. E esse cálculo vale para todas as atividades humanas que implicam o consumo dos recursos naturais, sejam eles quais forem.

A conta desta dívida humana para com o planeta foi apresentada pelo Global Footprint Network (GFN), um instituto baseado em Oakland, Califórnia, nos Estados Unidos. Segundo o trabalho do GFN, até a década de 1960 a Humanidade consumia apenas 75% dos recursos naturais produzidos anualmente pelo planeta. A partir do final da década de 1970, a balança começou a pesar para o outro lado. Passamos a consumir e poluir mais rápido do que a Natureza conseguia se regenerar, e hoje necessitamos de 1,7 planeta Terra para saciar a nossa sede de consumo e destruição ambiental.

Mas nem todos os humanos podem carregar a mesma culpa, ou ser responsabilizados pelo mesmo impacto ambiental. A diferença está, sobretudo, no nível de riqueza e consumo dos países mais ou menos desenvolvidos.

A fartura dos ricos e a frugalidade pobres

Por exemplo, se todos os terráqueos levassem a vida confortável e perdulária de um cidadão norte-americano de classe média, nós precisaríamos de 5 planetas Terra para dar conta da demanda de recursos naturais. Se usarmos a França como modelo de consumo, precisaríamos de três planetas. E, mesmo com tanta desigualdade social no Brasil, nós, brasileiros, ainda consumimos, em termos de recursos naturais, o equivalente a duas vezes o que o planeta Terra pode produzir no mesmo período.

Por outro lado, nos países mais pobres do mundo, a natureza ainda está longe de ser explorada à exaustão pelas atividades humanas. É o caso do Burundi, na África, onde os habitantes consomem apenas 40% do que a natureza é capaz de produzir ou de se regenerar num período de 12 meses.

Por isso, quando falamos em desenvolvimento e crescimento econômico dos países emergentes, precisamos levar em conta o impacto ambiental sobre a Terra. Imagine se todo mundo (6 bilhões de pessoas) tivessem direito a um carro, uma geladeira, um telefone celular – haja planetas!

Seguindo essa tendência desastrosa – quem vai dizer aos chineses que eles não podem ter 1 bilhão de automóveis emitindo gazes de efeito estufa? –, a Humanidade estará consumindo e destruindo o equivalente a dois planetas no ano 2030.

Como evitar o pior?

Segundo os cientistas, nós precisamos, em primeiro lugar, reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa, que representam 60% do impacto ambiental em todo o mundo. Para que possamos respeitar o Acordo de Paris, que limita o aumento da temperatura média terrestre em 2%, devemos abandonar toda a queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás) até 2050.

Além disso, precisamos repensar os nossos hábitos alimentares. Comendo, por exemplo, menos produtos de origem animal, podemos diminuir a devastação das florestas para a criação de pastagens. Podemos também substituir a monocultura e os pesticidas da agroindústria por culturas que garantam a biodiversidade natural, sem ameaçar o planeta e o futuro da Humanidade.

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