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Mundo

Enviado americano viaja a Israel para tentar acalmar tensões

media Jason Greenblatt (centro), enviado de Donald Trump a Israel REUTERS/Ronen Zvulun

Jason Greenblatt, enviado do governo norte-americano para o Oriente Médio, chega a em Israel nesta segunda-feira (24) para tentar aliviar as tensões provocadas pela implementação de novas medidas de segurança na Esplanada das Mesquitas.

Além disso, o Conselho de Segurança da ONU se reúne em caráter de urgência e às portas fechadas para discutir a violência, a pedido de França, Suécia e Egito.

A visita de Greenblatt acontece depois de mais de uma semana de tensões com a instalação de detectores de metais na entrada da Esplanada das Mesquitas na Jerusalém Oriental ocupada.

Israel adotou essas medidas após o ataque de 14 de julho, em que dois policiais israelenses foram mortos no local sagrado para os muçulmanos.

Desde então, confrontos diários entre manifestantes e as forças de segurança de Israel deixaram cinco palestinos mortos e dezenas de feridos, tanto em Jerusalém Oriental quanto na Cisjordânia, ambas zonas ocupadas.

Na Cisjordânia, na sexta-feira (21) à noite, um palestino matou três israelenses a facadas, na casa das vítimas, em um assentamento israelense.

No domingo (23) à noite em Amã, na Jordânia, um homem atacou com uma chave de fenda um guarda na embaixada de Israel, provocando especulações sobre uma possível ligação com a violência em Jerusalém.

O segurança reagiu, matando o agressor. Outro jordaniano também foi morto acidentalmente, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

Na madrugada desta segunda-feira (24), um tanque israelense atacou posições do braço militar do Hamas na Faixa de Gaza, após o disparo de um foguete contra Israel lançado do enclave palestino.

Abertas a mudança

O Conselho de Segurança da ONU deve examinar "maneiras para apoiar uma redução da violência", disse, no sábado (22), o embaixador sueco Carl Skau.

As autoridades israelenses declararam no domingo que estavam abertas a uma mudança no esquema de segurança estabelecido na Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islã, na Cidade Velha.

Nesse sentido, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que "funcionários da segurança recomendaram medidas”. “Vamos decidir em conformidade com elas".

As entradas da Esplanada são controladas por Israel, que o chama de Monte do Templo, o local mais sagrado do judaísmo, mas que é administrado pela Jordânia.

Os muçulmanos podem visitar o local a qualquer momento, enquanto os judeus podem entrar apenas em determinadas horas e não têm o direito de orar. O governo israelense garante que não têm a intenção de alterar essas regras tácitas.

“Brincar com fogo”

No domingo, o chefe da Liga Árabe, Ahmed Abul Gheit, acusou Israel de "brincar com fogo" ao impor as novas medidas de segurança, enquanto o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chamou tal atitude de insulto ao mundo muçulmano.

A violência se intensificou na sexta-feira após as orações muçulmanas, durante as quais milhares de devotos costumam visitar a Esplanada das Mesquitas.

Os confrontos entre manifestantes palestinos e as forças de segurança na Cidade Velha e na Cisjordânia ocupada deixaram, naquele dia, três palestinos mortos e dezenas de feridos.

Outros dois palestinos morreram durante enfrentamentos sábado na Cisjordânia. Um deles foi vítima do próprio coquetel molotov que se preparava para lançar contra as forças de ordem.

Esses novos episódios fazem temer uma retomada da onda de violência que abala Israel e os territórios palestinos desde outubro de 2015. De acordo com uma contagem da agência France Presse, já morreram 289 palestinos, 47 israelenses, dois americanos, dois jordanianos, um eritreu, um sudanês e uma britânica.

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