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Mundo

Filipinas prolonga lei marcial e presidente é criticado

media Os métodos do presidente filipino Rodrigo Duterte são alvo de críticas frequentes. REUTERS/Ezra Acayan/File Photo

O Parlamento filipino prolongou neste sábado (22) até o final do ano a lei marcial no sul do país. A medida visa conter a ação de extremistas islâmicos na região, mas os opositores temem o risco de autoritarismo do governo.

Em uma sessão especial conjunta do Congresso, os legisladores validaram a proposta do presidente Rodrigo Duterte para prorrogar até 31 de dezembro a lei marcial na região de Mindanao, onde radicais islâmicos armados ocupam várias áreas há dois meses. Desde então, o exército filipino luta para tentar expulsar da cidade de Marawi os insurgentes, que se inspiram nos combatentes do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

Em 23 de maio, homens armados que diziam pertencer ao EI assumiram o controle de vários bairros de Marawi. Duterte impôs então a lei marcial durante 60 dias na região, um período que chegaria ao fim neste sábado.

Deputados da oposição, entretanto, questionaram o motivo de se aplicar a lei em toda a região de Mindanao, com dois milhões de habitantes, se apenas a cidade de Marawi vive confrontos. "Temo que o projeto de prolongamento da lei marcial em Mindanao abra caminho para uma lei marcial nas Filipinas toda", declarou a senadora Risa Hontiveros antes da votação.

Métodos de Rodrigo Duterte são contestados

Funcionários de segurança e do Exército asseguraram que precisaram estender a lei marcial porque, além de Marawi, os extremistas pretendiam atacar outras partes da região. Segundo eles, milhares de combatentes pró-EI, que teriam em seu poder 23 reféns, continuam ativos em outras partes do sul.

Duterte argumentou que o Exército precisava da lei marcial para reconstruir a cidade de Marawi e garantir que os combates não se estendam a outras áreas. “Não posso me permitir ser complacente", declarou o presidente na sexta-feira (21) a jornalistas, acrescentando que os militares farão outras operações de "limpeza", inclusive após a retomada de Marawi.

O chefe de Estado filipino é frequentemente contestado por seus métodos e declarações. Antes mesmo de ser eleito, ele defendeu o uso da lei marcial como arma de luta contra o narcotráfico e propôs a pena de morte de criminosos por enforcamento.

A Anistia Internacional já acusou a polícia filipina de abuso sistemático dos direitos humanos, principalmente por assassinar pessoas desarmadas.

(Com informações da AFP)

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