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Mundo

Coreia do Sul propõe retomar diálogo com Pyongyang para diminuir tensão

media Coreia do Sul propõe negociações militares com Coreia do Norte. Foto: soldado em uma zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, em Paju, Coréia do Sul, 11 de fevereiro de 2016. REUTERS/Kim Hong-Ji

A Coreia do Sul propôs nesta segunda-feira (17) a retomada do diálogo com o norte para amenizar as tensões na península coreana, depois do lançamento de um míssil intercontinental por Pyongyang, no dia 4 de julho, Dia da Independência americana. O teste provocou a ira do governo norte-americano, que renovou suas ameaças de ataque ao regime.

Esta é a primeira vez, desde a chegada ao poder do presidente Moon Jae-In, em maio, que o governo sul-coreano propõe a retomada das discussões com o país vizinho. A Coreia do Norte ainda não deu sua resposta. A reunião pode acontecer nesta sexta-feira (21) em Panmunjon, conhecida como “o vilarejo da trégua”, uma zona desmilitarizada a 500 metros da fronteira entre as duas Coreias.

Em um comunicado, o Ministério da Defesa sul-coreano declarou que a proposta “visa colocar um fim às atividades hostis que fazem aumentar a tensão militar na região”. Segundo a ministra sul-coreana da unificação, Cho Myoung-Gyon, “a Coreia do Norte deve responder às propostas sinceras se está visando a paz na península”. O encontro desta sexta-feira poderá ser o primeiro organizado oficialmente desde dezembro de 2015.

A Cruz Vermelha também propôs, no dia 1° de agosto, um encontro para relançar as reuniões entre as famílias separadas pela guerra nos anos 50. Tecnicamente, os dois países continuam em guerra, apesar do Armistício de 1953, e a troca de cartas ou telefonemas estão proibidos. A internet é controlada no norte, o que impossibilita o contato digital.

Desde os anos 2000, os familiares voltaram a se encontrar uma vez por ano, mas o aumento da tensão na península interrompeu as reuniões.

O novo chefe de Estado é considerado bem mais aberto em relação a sua antecessora, Park Geun-hye, afastada em março por corrupção. Ela recusava qualquer negociação com o líder norte-coreano Kim Jong-Un sem o abandono do programa nuclear por Pyongyang.

Em maio, ao assumir o poder, Moon declarou que uma de suas prioridades seria buscar a paz na península coreana. Mas a multiplicação dos testes na região vem complicando seus projetos. Desde 2006, o norte realizou cinco testes nucleares, dois no início de 2016.

China elogia tentativa

O Ministério chinês das Relações Exteriores elogiou a iniciativa sul-coreana e disse esperar que as “duas partes avancem em uma direção positiva para relançar as negociações”. A China é acusada pelo presidente americano Donald Trump de não se investir o suficiente para colocar um fim nos projetos militares da Coreia do Norte.

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