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Mundo

Corpo de dissidente chinês Liu Xiaobo é cremado e suas cinzas jogadas no mar

media Cerimônia antes da cremação do prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo neste sábado, 15 de julho de 2017. Shenyang Municipal Information Office/via REUTERS

O corpo do dissidente chinês e prêmio Nobel da Paz Liu Xiaobo foi cremado neste sábado (15), ao final de uma cerimônia discreta, sem a participação da imprensa. Suas cinzas foram jogadas no mar, informou o irmão do dissidente.

De acordo com as autoridades chinesas, a "cerimônia simples" contou com a presença apenas de familiares e amigos. O governo divulgou fotos mostrando a viúva do dissidente, a poetisa Liu Xia, ao lado de seu irmão e do irmão de Liu Xiaobo, rodeados de amigos, diante de corpo cercado de flores brancas.

A cremação aconteceu em Shenyang, nordeste da China, onde o Nobel da Paz estava hospitalizado até seu falecimento, na quinta-feira (13), de câncer no fígado. Ele morreu aos 61 anos e ficou preso 8 anos por subversão. Foi colocado em liberdade condicional devido à doença, mas até o último momento, Pequim recusou que ele pudesse viajar para se tratar no exterior.

Após as críticas que recebeu sobre a morte Liu Xiaobo em regime de detenção, a China protestou contra a França, a Alemanha e a ONU, disse o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuan

Situação de viúva preocupa

A situação da viúva Liu Xia preocupa ONGs de direitos humanos e líderes ocidentais que pressionam o governo chinês a libertar a esposa de Liu Xiaobo. Mas nesta manhã, Pequim anunciou que a poetisa, que estava em prisão domiciliar, está agora livre.

Já o advogado da família, Mo Shaoping, que não conseguiu falar com Liu Xia, declarou ignorar se a cerimônia foi realizada conforme o desejo dos familiares. Ele acredita que a viúva ainda está sendo vigiada e controlada pelas autoridades.

Desde a chegada ao poder do presidente Xi Jinping, no final de 2012, a repressão política na China aumentou. Além de reprimir defensores dos direitos Humanos, o governo também perseguiu seus advogados, prendendo dezenas de juristas e militantes.

Militante libertado

Um dos principais militantes chineses de Direitos Humanos foi libertado em Pequim neste sábado, após ter cumprido sua pena. Xu Zhiyong estava preso desde 2013, condenado a 4 anos de prisão. Ele pertence ao movimento Novos Cidadãos que reivindica mais transparência e mudanças no regime chinês. Segundo seu advogado, o militante está em boa forma física.

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