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Mundo

Presidente da China festeja devolução de Hong Kong em visita marcada por detenções

media O presidente chinês, Xi Jinping, com a futura dirigente de Hong Kong, Carrie Lam, durante uma visita nesta quinta-feira (29) ao distrito de West Kowloon, em Hong Kong. REUTERS/Vincent Yu/Pool

Xi Jinping chegou nesta quinta-feira (29) a Hong Kong para sua primeira visita ao território como presidente chinês, por ocasião do 20º aniversário do retorno do controle desta ex-colônia britânica à China. Vários ativistas pró-democracia contrários à influência de Pequim foram detidos pela autoridades locais.

Esta é a primeira visita de Xi Jinping a Hong Kong desde que assumiu o poder em 2013. O avião presidencial pousou por volta do meio-dia (1h de Brasília) no aeroporto Chek Lap Hok. Ao descer do avião, ele foi recebido por crianças que agitavam bandeiras.

"Após nove anos, estou novamente pisando no solo de Hong Kong. Estou muito feliz. Hong Kong terá sempre um lugar no meu coração", declarou Xi Jinping em um breve discurso na pista de pouso. Ele acrescentou que a China pretende apoiar o desenvolvimento de Hong Kong e melhorar o nível de vida de seus habitantes, "como sempre fez".

A visita do líder chinês vai durar três dias e acontecerá em meio a um espetacular esquema de segurança.

Poder chinês sobre território ainda é contestado

A bandeira do Reino Unido deixou de ser hasteada na ex-colônia em 1997, sob o olhar do príncipe Charles da Inglaterra e do então primeiro-ministro britânico Tony Blair. Mas os 156 anos de colonização britânica deixaram marcas.

Duas décadas depois, alguns cidadãos de Hong Kong consideram que a China está reforçando sua influência política, ignorando o famoso princípio "Um país, dois sistemas", determinado durante a devolução. O princípio garantiria a Hong Kong, em tese até 2047, um regime de liberdades desconhecidas na China continental.

Xi afirmou desejar que este princípio prossiga em "um caminho estável e duradouro".

Detenções de ativistas pró-democracia marcam visita

As ruas próximas ao centro de convenções, um gigantesco prédio situado diante do mar na ilha de Hong Kong, que sediará alguns dos eventos programados para a visita do líder chinês, foram cercadas por barreiras de segurança repletas de água, impossíveis de mover por eventuais manifestantes.

A polícia anunciou que adotará "medidas de segurança de contraterrorismo" para garantir a proteção do presidente chinês. Os manifestantes contrários à influência de Pequim sobre Hong Kong prometeram protestos, mas é provável que eles só aconteçam muito longe da presença de Xi.

Na quarta-feira à noite, o líder do movimento estudantil pró-democracia Joshua Wong e o jovem deputado Nathan Law, figuras importantes dos protestos de 2014, foram detidos por "distúrbio da ordem pública" após um protesto perto do centro de convenções.

Vinte militantes permaneciam detidos nesta quinta-feira em uma delegacia diante da qual se reuniram outros manifestantes para exigir a libertação. "Querem impedir que pessoas como Joshua Wong e Nathan Law saiam às ruas", criticou um deles, Derek Lam.

A visita de Xi Jinping terminará no sábado com a posse da nova chefe do Executivo local, Carrie Lam.

A cidade goza há 20 anos, no papel, de privilégios únicos na comparação com o continente, como a liberdade de expressão, um sistema judiciário independente ou uma dose de sufrágio universal na eleição de seu órgão legislativo.

Mas vários incidentes reforçaram os temores a respeito da atitude da China, especialmente o "desaparecimento", em 2015, de cinco editores conhecidos por publicar obras que não agradaram os dirigentes chineses. Pouco depois, os cinco reapareceram no continente. Além disso, alguns deputados independentistas foram desclassificados da disputa eleitoral no ano passado.

Um movimento radical favorável à autodeterminação, ou até mesmo à independência, surgiu em Hong Kong após o fracasso, em 2014, do "Movimento dos Guarda-Chuvas", uma grande mobilização de militantes que pediam mais democracia e paralisou a cidade por algumas semanas.

As autoridades da China e de Hong Kong afirmam que o status especial da cidade permanece intacto. E Pequim sempre reage com firmeza a qualquer discurso independentista.

Carrie Lam prometeu trabalhar pela reconciliação da sociedade de Hong Kong. Mas antes mesmo da posse, grande parte da população já a considera um fantoche de Pequim. Ela foi nomeada no fim de março, como seus antecessores, por um comitê eleitoral favorável a Pequim, depois de vencer o ex-ministro das Finanças John Tsang que, no entanto, liderava as pesquisas.

Com informações da AFP

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