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Mundo

Vasto cibertaque mundial afeta monitoramento em Chernobyl

media Usina desativada de Chernobyl, na Ucrânia. Reuters/Gleb Garanich

Os sistemas de monitoramento de radiação na zona de exclusão em torno da central nuclear de Chernobyl foram afetados nesta terça-feira (27), informou um porta-voz da agência ucraniana responsável por monitorar a área. Um ataque cibernético de proporções mundiais foi o responsável pela pane.

Os sistemas de detecção tiveram ser desligados como resultado do ataque, mas as medições de radiação continuam a ser realizadas com equipamentos portáteis, acrescentou a fonte. A usina nuclear de Chernobyl, na antiga Ucrânia soviética, foi palco do pior acidente atômico da história, em 1986. Uma explosão e um incêndio lançaram grandes quantidades de partículas radioativas na atmosfera, que se espalhou por boa parte da União Soviética e da Europa ocidental.

O ataque cibernético desta terça-feira (27) faz parte de uma série semelhante à lançada com o vírus WannaCry e já se espalha pelo mundo. Depois de abalar empresas ucranianas e o grupo petrolífero russo Rosneft, o ataque afetava a companhia de transporte marítimo dinamarquesa Maersk, a gigante de publicidade britânica WPP e o fabricante francês Saint-Gobain, de acordo com essas três empresas, que indicaram que seus sistemas informáticos tiveram de ser protegidos para evitar possível perda de dados.

Resgate de US$ 300

O vírus "está se espalhando ao redor do mundo, muitos países estão sendo afetados", advertiu no Twitter o pesquisador Costin Raiu, do laboratório russo Kaspersky. Ainda não foi estabelecida formalmente uma ligação entre os diferentes ataques, que teriam sido simultâneos. De acordo com informações de várias empresas, o vírus em questão faz aparecer na tela dos aparelhos afetados um pedido de US$ 300 de resgate.

Vários especialistas em segurança cibernética identificaram o vírus como "Petrwrap", uma versão modificada do "ransonware" Petya. Devido a este ataque, os passageiros do metrô de Kiev não podiam pagar suas passagens com cartão de crédito, os painéis do aeroporto de Kiev não funcionavam, e os bancos ucranianos precisaram paralisar alguns dos serviços oferecidos a seus clientes.

80 empresas atingidas na Rússia e Ucrânia

A companhia petrolífera russa Rosneft declarou ser vítima de um "poderoso ataque cibernético", ressaltando que a produção de petróleo não havia sido interrompida. De acordo com a sociedade especializada em cibersegurança Group-IB, "cerca de 80 empresas foram atingidas" na Rússia e na Ucrânia. Entre elas, Mars, Nivea, Auchan e estruturas do governo ucraniano.

Em 12 de maio, um outro "ransonware", "Wannacry", afetou milhares de computadores em todo o mundo, paralisando o serviço de saúde britânico e a montadora francesa Renault. Seus autores exigiam um resgate para desbloquear os dispositivos eletrônicos contaminados.

A companhia americana de antivírus Symantec apontou o grupo de hackers Lazarus como suspeito de ter ligações com a Coreia do Norte. Pyongyang negou qualquer ligação com esse ataque em massa.

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