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Mundo

Principal opositor de Putin é impedido de se candidatar na Rússia

media Alexei Navalny durante cerimônia pública de apelação de sua sentença, em 16 de junho de 2017. REUTERS/Tatyana Makeyeva

O principal opositor do governo russo, Alexei Navalny, não terá direito a se candidatar às eleições presidenciais de março de 2018 devido à sua condenação a cinco anos de prisão com sursis por desvio de fundos, informou nesta sexta-feira (23) a comissão eleitoral russa.

"Atualmente, Alexei Navalny não possui o direito de ser eleito", anunciou nesta sexta-feira a comissão eleitoral russa em um comunicado, lembrando que todas as candidaturas só poderão ser oficialmente registradas a partir de dezembro de 2017.

Navalny foi considerado culpado do desvio em 2009 de cerca de € 400 mil em detrimento de uma empresa pública de exploração florestal quando era consultor do governo da região de Kirov, em fevereiro deste ano.

A presidente da comissão eleitoral, Ella Pamfilova, afirmou em junho que o opositor não tinha "nenhuma chance de ser candidato em razão de sua condenação". No entanto, Pamfilova não excluiu a possibilidade de Navalny "recorrer em cassação e um milagre acontecer". Alexei Navalny "é como uma vaca sagrada política, em quem é melhor não se tocar", acrescentou.

Uma Rússia “sem opositores”

Em uma Rússia sem opositores, ele é o "último dos moicanos". Seu Partido do Progresso, proibido em 2015, se uniu com outro partido da oposição, o Prnas, que apresentou apenas dois candidatos nas legislativas de 2016. Nenhum deles foi eleito. Desde 2007, Alexei Navalny combate o governo, comprando ações em grupos semipúblicos com a petroleira Rosneft e o gigante do gás Gazprom. Dessa forma, amparando-se na condição de acionista minoritário, exige transparência nas contas.

O opositor segue no entanto determinado a disputar a presidência de 2018 e seus partidários afirmam que sua condenação não terá impacto sobre sua candidatura. "A Constituição não proíbe Alexeï Navalny de se apresentar às eleições. Mas a comissão eleitoral russa tenta, por meio de seus anúncios, perturbar a campanha", declarou à agência AFP um dos membros de sua equipe de campanha.

O futuro político do opositor depende da interpretação da Constituição russa e da lei eleitoral do país, que determina que qualquer um pode ser candidato desde que não esteja preso e que todo candidato deve ter cumprido sua pena, seja ela em regime fechado ou com sursis. Navalny cumpre atualmente uma pena de 25 dias de prisão por organizar manifestações em Moscou e em outras cidades contra a corrupção.

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