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Mundo

Mercado mundial das drogas está próspero, diz relatório da ONU

media Pílulas de ecstazy apreendidas em batida policial STR / AFP

Com a produção de cocaína e ópio em alta, e o desenvolvimento das drogas sintéticas, o mercado mundial das drogas prospera e se diversifica, segundo o relatório anual do Ofício das Nações Unidas contra a droga e o crime (ONUDC), publicado nesta quinta-feira (22).

Yuri Fedotov,  diretor da organização da ONU, sediada em Viena, declarou que "se recentemente a atenção se concentrava nas ameaças da metanfetamina e das novas substâncias psicoativas, não se deve esquecer que a produção de cocaína e de opiáceos está em alta". A observação confirma que as drogas tradicionais continuam preocupando e que a crise das opiáceas não tem dado sinais de retrocesso.

Em 2016, a produção mundial de ópio aumentou 1/3 em relação ao ano anterior devido à melhora do cultivo no Afeganistão, favorecido por boas condições meteorológicas. Com 6.380 toneladas no total, a produção mundial do ópio ainda é 20%  inferior à de 2014.

A situação nos Estados Unidos é particularmente inquietante: a quantidade de heroína apreendida aumentou de forma relevante em 2015, diz o relatório, falando de "uma verdadeira epidemia" de consumo, combinado com remédios opiáceos comprados com receita médica, e heroína.

Estados Unidos, campeão de mortalidade

Cerca de 1/4 das mortes ligadas ao consumo de drogas no mundo, ocorreram nos Estados Unidos, onde as overdoses mais do que triplicaram entre 1999 e 2015, passando de 16.849 por ano a 52.404 mortes.

No mercado da cocaína a tendência é de alta, seja na produção, no tráfico e no consumo. Depois de ter registrado uma baixa, o cultivo de coca aumentou 30% entre 2013 e 2015, principalmente na Colômbia, primeiro produtor mundial.

O consumo também está em alta nos Estados Unidos e na Europa, onde foi constatado, em certas cidades, um aumento de 30% ou mais, entre 2011 et 2016.

O diretor do ONUDC também relatou que continuam a expansão e a diversificação das drogas sintéticas, uma tendência forte nos últimos anos, "mas em menor dimensão em relação ao mercado das drogas tradicionais", conclui Yuri Fedotov.

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