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Músico carioca leva ritmos do Brasil para público israelense

 Músico carioca leva ritmos do Brasil para público israelense
 
O músico brasileiro Joca Perpignan Divulgação

O cantor, compositor e percussionista brasileiro Joca Perpignan está em ritmo de lançamento de seu terceiro álbum solo, “Rio Alegre”. Mas, antes do lançamento no Rio de Janeiro, cidade onde o músico nasceu há 45 anos e tema do novo álbum, Joca vai estrear as canções em Israel, país onde mora desde os 14 anos, com exceção de breves temporadas no exterior.

 Daniela Kresch, correspondente em Israel, especial para a RFI

Joca Perpignan estudou na Escola Rimon, a mais prestigiada da cena musical israelense. Depois, passou mais dois anos na Berklee College of Music, em Boston, nos Estados Unidos.

Em Israel, tocou com alguns dos maiores nomes da música local, como Yoni Rechter, Idan Raichel e Matti Caspi. No Brasil, acompanhou Armandinho, João Donato e Naná Vasconcelos. Ele também tocou com Beth Carvalho e Jorge Aragão, entre outros.

Mas, mesmo multicultural e viajando apor todo o mundo, Joca nunca esqueceu as raízes brasileiras. São as influências do samba que o levaram ao sucesso no país onde mora.

“Minha carreira sempre teve um pé na música brasileira, que é a minha raiz”, diz Joca. “Eu faço outros tipos de música também, como pop, jazz, a música de Israel, música do Oriente Médio... Mas sempre com uma influência muito grande da música brasileira. Quando eu faço o meu trabalho pessoal, autoral, sempre é ligado a minha raiz, que é a música brasileira”.

Além de compor e cantar, Joca Perpignan é conhecido por utilizar a percussão em seus shows solos ou apresentações em festivais. Ele toca tambores, atabaques, pandeiros e outros instrumentos rítmicos que criam sons distintos.

O músico também usa a tecnologia no palco, acionando com os pés um aparelho que ativa efeitos sonoros durante um show ao vivo ou gravam sua própria voz, utilizada como uma espécie de “coro fantasma”.

A versatilidade única é um de seus pontos altos

“A música brasileira, faz muito sucesso em Israel desde os anos 80, quando teve uma grande explosão da música brasileira aqui com radialistas como Eli Israeli e Dubi Lentz introduzindo a música brasileira nas rádios, a chegada de grandes artistas como Gilberto Gil, Jorge Ben, Gal Costa, que vieram fazer shows em Israel no final dos anos 80, e também músicos israelenses como Matti Caspi, que começaram a fazer versões hebraicas da música brasileira. Até hoje, a gente colhe os frutos dessa explosão dos anos 80”, conta o músico.

Filho de pai egípcio e mãe inglesa, Joca mergulhou cedo na cultura brasileira, sempre fascinado pelo samba e outros ritmos nacionais. Hoje, casado e pai de dois filhos, ele entende que essa herança cultural é um diferencial no exterior.

Em Israel, a música brasileira é muito apreciada por gerações há décadas e Joca se destaca justamente por levar ao público esse ritmo. “Eu gosto de misturar influências musicais do mundo inteiro, da minha vivência, na minha música. É um pouco difícil rotular ou categorizar esse estilo, mas existe uma expressão que eu gosto, que é Brazilian World Music: ‘Música do mundo brasileira’. Então eu acho que eu poderia entrar dentro desse estilo”, explica Joca.

Samba de raiz

Depois de anos misturando influências, Joca decidiu voltar às raízes no álbum que será lançado em setembro em Israel e em outubro, no Rio. Se seu primeiro CD teve um toque de jazz e o segundo, de música do Oriente Médio, esse novo trabalho entra fundo no samba de raiz.

Foi gravado totalmente no Rio, com produção de Alceu Maia, e conta com a participação especial de cantores como Áurea Martins, Ana Costa, Tânia Machado e João Cavalcanti. A produção contou com financiamento de crowdfunding (financiamento coletivo) no site Indiegogo.

Joca está curioso em saber como esse novo trabalho será recebido pelo público israelense: “O que marca esse meu novo álbum é que ele é só de sambas em parceria com o saudoso poeta e compositor Délcio Carvalho, que foi um grande sambista brasileiro, o maior parceiro da Dona Ivone Lara, a Rainha do Samba. Eu tenho curiosidade para saber como o público israelense vai receber esse novo álbum, que é muito raiz, muito samba de raiz. Eu fiz uma campanha de crowdfunding para esse álbum que fez bastante sucesso e eu espero e imagino que o disco vai fazer sucesso também”.

 


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