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Mundo

Arábia Saudita e aliados rompem relações com o Catar por "terrorismo"

media Foto de arquivo de cúpula do Conselho de Cooperação do Golfo. AFP PHOTO/YASSER AL-ZAYYAT

Quatro países aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito - anunciaram na manhã desta segunda-feira (5) a ruptura das relações diplomáticas com o Catar, acusado de apoiar o terrorismo e desestabilizar a região.

Um comunicado do governo saudita diz que Doha apoia diversos grupos extremistas, como a Al Qaeda, o Estado Islâmico e a Irmandade Muçulmana, além de rebeldes aliados do Irã no Iêmen. O anúncio acontece 15 dias depois que o presidente americano, Donald Trump, esteve na região e pediu mais empenho dos aliados no combate ao extremismo religioso. Mas o verdadeiro pivô da crise parece ter sido a aproximação recente da família real catariana com o Irã.

As autoridades do Catar lamentaram uma decisão "injustificada e sem fundamento, baseada em mentiras". O país denunciou, em um comunicado divulgado pelo ministério das Relações Exteriores, que o objetivo da medida é "colocar o Estado sob tutela, algo totalmente inaceitável".

Pior crise entre os países do Golfo

Essa é a pior crise na região desde a criação do Conselho de Cooperação do Golfo em 1981, formado por Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Catar. Diplomatas e cidadãos catarianos receberam prazos para deixar os países vizinhos.

A SPA, agência estatal de Riad, informou que a Arábia Saudita cortou os vínculos diplomáticos e consulares com o país vizinho para "proteger a segurança nacional dos perigos do terrorismo e do extremismo". Além disso, o país também decidiu "fechar fronteiras terrestres, marítimas e a ponte aérea". Os voos das companhias aéreas dos países envolvidos e que operavam em Doha foram suspensos. Já a Qatar Airways suspendeu todos os voos que tinham a Arábia Saudita como destino.

A agência de notícias do Bahrein afirmou que o pequeno reino cortaria os vínculos com o Catar por suas reiteradas ameaças "à segurança e à estabilidade do país e por interferências em seus temas".

Já o ministério das Relações Exteriores do Egito informou que o Cairo decidiu "acabar com as relações diplomáticas com o Estado do Catar" porque Doha apoia o "terrorismo". Também anunciou o fechamento de todas as rotas marítimas e aéreas entre os dois países.

O Catar era um dos principais apoios ao ex-presidente islamita egípcio Mohamed Mursi, derrubado em 2013 pelo ex-comandante das Forças Armadas e atual presidente egípcio, Abdel Fatah al-Sisi. Desde então, os dois países têm uma relação tensa. O comunicado egípcio menciona "o fracasso de todas as tentativas para dissuadir [o Catar] de apoiar organizações terroristas".

Alguns analistas temem que a situação provoque a repetição da crise de 2014, quando vários embaixadores de países do Golfo em Doha foram convocados por seus governos, em especial por acusações de que o país apoiava a Irmandade Muçulmana.

Expulso da coalizão militar

O Catar também foi expulso da coalizão militar árabe que atua no conflito no Iêmen, sob a liderança da Arábia Saudita. O grupo está presente há mais de dois anos no conflito do iemenita para apoiar o governo de Abd Rabo Mansur Hadi, que luta contra os rebeldes huthis, um grupo de milícias xiitas. As violências já deixaram mais de oito mil mortos e 45 mil feridos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em um comunicado, o governo do presidente Mansur Hadi anunciou que apoia a decisão da coalizão árabe e a ruptura das relações diplomáticas com este país. O governo iemenita denunciou o Catar por "abusos, vínculos com as milícias de conspiradores e apoio aos grupos extremistas".

A Arábia Saudita, que tem as Forças Armadas com melhores equipamentos do Oriente Médio depois de Israel, é um dos principais compradores de armas do mundo e também um dos grandes aliados de Washington na região, frente ao Irã e contra o grupo Estado Islâmico na Síria e Iraque.

Na Austrália, onde está em visita oficial, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, pediu aos países do Golfo que resolvam as diferenças . "Estimulamos as partes para que sentem e tratem as divergências. Acreditamos que é importante que o Conselho de Cooperação do Golfo permaneça unido", afirmou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos em Sydney.

(Com informações da AFP)

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