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Mundo

48 empresas assinam acordo para acabar com pesca ilegal do atum

media Pesca ilegal de atum representa, a cada ano, perdas de cerca de US$ 24 bilhões de dólares para o setor. REUTERS/Henry Romero

Quarenta e oito empresas assinaram um acordo para acabar com a pesca ilegal do atum até 2020. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (5) pelos organizadores do Fórum Econômico Mundial.

"As empresas de pesca, varejistas e empresas afiliadas assinaram hoje a declaração de rastreabilidade 'Atum 2020', no qual se comprometem a impedir que o atum pescado ilegalmente chegue ao mercado" e a proibir o trabalho forçado no mar, indicou um comunicado do Fórum de Davos.

Entre os signatários estão gigantes do setor, como o tailandês Thai Union, número três do mundo do atum enlatado. O acordo conta com o apoio de 18 ONGs, além de organizações da sociedade civil e do presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Peter Thomson. O engajamento também é apoiado pelo grupo de empresas Ocean Data Alliance, líder em tecnologias no setor, por governos e por centros de pesquisa, que tentam criar juntos soluções que permitam gerenciar a vida nos oceanos.

As 48 empresas "se comprometem a vetar a pesca ilegal, clandestina e não regulamentada em sua indústria, para eliminar o trabalho forçado nos navios de pesca e proteger a saúde dos oceanos e os meios de subsistência das comunidades pesqueiras", aponta a declaração.

Pesca ilegal gera prejuízo de US$ 24 bilhões por ano

De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), cerca de um terço das reservas mundiais de peixes de todas as espécies é vítima de pesca excessiva. A atividade ilegal representa, a cada ano, perdas de cerca de US$ 24 bilhões de dólares para o setor ou 26 milhões de toneladas de peixe. Além disso, a pesca clandestina é realizada por redes de trabalho escravo em vários países.

A escolha de proteger o atum em particular não é feita por acaso, já que é um dos mais afetados pela pesca ilegal. Situado no topo da cadeia alimentar, o estado dos estoques deste peixe tem um impacto considerável sobre a saúde dos oceanos.

(Com informações da AFP)

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