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Mundo

Vacina contaminada mata 15 crianças no Sudão do Sul

media Células infectadas pelo vírus do sarampo. CDC/ Dr. Edwin P. Ewing, Jr.

Quinze crianças morreram após receber uma vacina contaminada em uma região isolada do sudeste do Sudão do Sul, país em guerra desde o final de 2013, anunciou nesta sexta-feira (2) o ministro de Saúde Riek Gai Kok. O medicamento não foi corretamente refrigerado e uma mesma seringa foi usada durante quatro dias.

 

"A equipe de vacinação não respeitou as normas de segurança aprovadas pela Organização Mundial de Saúde", declarou o ministro em coletiva.

Uma investigação, comandada por um comitê sul-sudanês especialista em saúde e com a ajuda de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), demonstrou que as vacinas administradas na região de Kapoeta não foram conservadas respeitando as regras da cadeia de frio, o que favoreceu a sua contaminação.Segundo as diretivas da OMS, a vacina contra o sarampo devem ser armazenadas em um local protegido da luz e a uma temperatura entre 2ºC e 8ºC.

Vômito, febre e diarreia

As crianças começaram a morrer por conta deste incidente a partir de 2 de maio, enquanto outras 32 sofreram sintomas que incluíram vômito, febre e diarreia, embora tenham sobrevivido. No total, 300 pessoas foram vacinadas durante esta campanha.

Segundo Riek Gai Kok, a equipe de saúde contratou crianças de 12 anos para aplicar as vacinas. "Utilizar crianças de 12 e 13 anos é inaceitável, vamos descobrir como aconteceu, mas não tem nada a ver com uma possível falta de equipe", assegurou

"A lição que aprendemos hoje não deve impedir de continuar com as vacinações, as vacinas são seguras quando seguem as instruções", disse o diretor da OMS no Sudão do Sul. "Neste ano, 70 crianças morreram por causa do sarampo em diferentes partes do país", advertiu o ministro Riek Gai Kok.

Catástrofe humanitária

A epidemia de sarampo que o Sudão do Sul está vivendo é uma nova catástrofe humanitária para um país que em 2013 caiu em uma guerra civil, dois anos e meio após a sua independência, que causou dezenas de milhares de mortes e mais de 3,5 milhões de deslocados.

A fome, consequência direta do conflito, afeta mais de 100.000 pessoas em certas zonas do país e ameaça um milhão.
 

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