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Mundo

China pede aos EUA suspensão "imediata" de sistema antimísseis

media Esquadrão 311 da marinha americana com aviões AV-8B durante exercício na base aérea de Kunsan, na Coreia do Sul. Carlos Jimenez/Handout via REUTERS

A China pediu nesta terça-feira (2) a suspensão "imediata" da instalação do sistema antimísseis americano Thaad na Coreia do Sul. O equipamento já estaria operacional, podendo interceptar mísseis norte-coreanos. Ontem, após vários dias de retórica agressiva, o presidente americano, Donald Trump, aventou a possibilidade de um encontro com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, e disse que ficaria "honrado" de conversar com ele.

Pequim denuncia há meses o sistema de defesa que representa uma ameaça à força de dissuasão chinesa na região. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, reiterou que a China tem reafirmado sua oposição de forma "clara e firme". "Tomaremos as medidas necessárias para defender nossos interesses", declarou Shuang. Ao mesmo tempo, o porta-voz expressou satisfação com a disposição de Trump de se reunir com o dirigente da Coreia do Norte "em circunstâncias adequadas".

O coronel Rob Manning, porta-voz das forças americanas na Coreia do Sul, anunciou nesta segunda-feira (1) que o sistema antimísseis já estava "operacional". Porém, uma outra fonte americana, que falou à agência AFP na condição de anonimato, indicou que o equipamento alcançou apenas a "capacidade inicial de interceptação".

"A prioridade urgente é tomar medidas para reduzir a tensão. E uma das medidas eficazes para fazer isto é retomar as negociações de paz com a Coreia do Norte", enfatizou o porta-voz chinês.

Coreia do Norte aponta "provocação" americana

A Coreia do Norte se diz à beira de uma guerra nuclear. O país acusou os Estados Unidos nesta terça-feira (2) de provocação depois que dois caças americanos sobrevoaram a península coreana durante manobras militares na região. Especialistas acreditam que o regime de Pyongyang está prestes a realizar um sexto teste nuclear.

China e Estados Unidos denunciam o programa nuclear e balístico da Coreia do Norte. Washington, no entanto, deseja que Pequim faça mais para convencer o regime norte-coreano a abandonar seus projetos. A tensão entre Washington e Pyongyang se aprofundou nas últimas semanas, depois que a Coreia do Norte ameaçou realizar novos testes com armamento nuclear. Em resposta, os Estados Unidos mobilizaram um impressionante poderio bélico em manobras conjuntas com a Coreia do Sul.

Na semana passada, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, disse na ONU que todas as opções estavam sobre a mesa. Entre as opções, Washington parece ter incluído a abertura de um canal de diálogo. "Repito, se as circunstâncias forem adequadas. Mas o faria", insistiu Trump sobre um hipotético encontro com o líder norte-coreano.

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