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Mundo

Coreia do Norte diz que tomará medidas “severas” em caso de ataque dos EUA

media O líder norte-coreano Kim Jong Un em foto cedida pelo regime datando de 1 de abril KCNA/via REUTERS

A Coreia do Norte prometeu reagir a eventuais ataques americanos e denunciou, nesta terça-feira (11), o envio "insensato" da Marinha americana à península coreana.

Os Estados Unidos enviaram à região o porta-aviões USS Carl Vinson, dois destroieres e um cruzador, equipados com mísseis, menos de 48 horas depois de bombardear a Síria, em represália ao ataque químico organizado pelo líder do regime, Bashar al-Assad.

De acordo com o porta-voz do Ministério norte-coreano das Relações Exteriores, citado pela agência oficial de notícias KCNA, “os movimentos militares dos EUA alcançaram uma fase perigosa e a República Democrática Popular da Coreia está preparada para reagir a qualquer forma de guerra desejada pelos Estados Unidos", acrescentando que tomará medidas “severas”.

A Coreia do Norte busca desenvolver um míssil de longo alcance capaz de chegar aos Estados Unidos com uma ogiva nuclear e já realizou cinco testes nucleares, dois deles no ano passado.

Novo teste

A análise de imagens coletadas por satélite sugere que Pyongyang estaria preparando um sexto teste. Segundo a CIA, em dois anos os norte-coreanos podem ter capacidade para atacar o continente americano. Trump já ameaçou tomar ações de forma unilateral contra Pyongyang, caso a China não consiga “frear” o programa nuclear do vizinho.

Paralelamente, a Coreia do Sul e os Estados Unidos estão realizando treinamentos militares conjuntos, o que seria uma “preparação” para a guerra. Nesta segunda-feira, China e Coreia do Sul concordaram sobre a necessidade de adotar novas medidas contra o regime norte-coreano no caso de um novo teste nuclear.

"Concordamos que devem ser adotadas duras medidas adicionais, baseadas nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, se o Norte seguir adiante com um teste nuclear ou o lançamento de um míssil balístico intercontinental, apesar das advertências da comunidade internacional", declarou Kim Hong-kyun, enviado de Seul para questões nucleares, após uma reunião na capital sul-coreana com representante chinês para o tema, Wu Dawei.

O ministro sul-coreano da Unificação, Hong Yong-pyo, afirmou nesta segunda-feira que as consequências de uma possível ação militar contra a Coreia do Norte poderiam ser preocupantes. "Ataques preventivos talvez busquem resolver o problema nuclear norte-coreano, mas nós temos que pensar na segurança da população".

 

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