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Mundo

EUA bombardeiam base militar na Síria em resposta a ataque químico

media Lançamento de mísseis homahawk a partir do mar Mediterrâneo, em 7 de abril de 2017. Robert S. Price/Courtesy U.S. Navy/Handout via REUTERS

Os Estados Unidos dispararam 59 mísseis na noite de quinta-feira (7) contra a segunda maior base militar da Síria. O bombardeio é uma resposta ao ataque com armas químicas de terça-feira (4) na localidade de Khan Sheikhun, no norte do país, atribuído ao regime do presidente Bashar al-Assad. Na ação, 86 pessoas morreram asfixiadas por um agente neurotóxico, incluindo vinte crianças.

Em nota, o Pentágono confirmou o lançamento de mísseis Tomahawk, disparados de navios de guerra americanos em trânsito no Mar Mediterrâneo. A base visada de Al-Shayrat, na província de Homs, é uma das maiores da Síria. Segundo Washington, foi desse local que partiram os aviões sírios carregados de armas químicas na terça-feira. A oposição moderada síria afirma que essa base é um centro de fabricação de barris de explosivos e de carregamento de mísseis com substâncias químicas.

Em cadeia nacional de rádio e televisão, o presidente americano, Donald Trump, explicou o objetivo do bombardeio. “Assad tirou a vida de homens, mulheres e crianças inocentes. Nessa noite, eu dei a ordem para o bombardeio militar na Síria, de onde o ataque químico partiu. É uma obrigação dos Estados Unidos prevenir e impedir o uso de armas químicas mortais”, declarou.

“Não há dúvidas que a Síria usou armas químicas, violou suas obrigações previstas na convenção que proíbe armas químicas e ignorou os apelos do Conselho de Segurança da ONU. Essa noite, eu peço que todas as nações civilizadas se unam a nós para colocar um fim a esse banho de sangue na Síria”, acrescentou.

Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o bombardeio americano destruiu parcialmente a base de Shayrat e matou seis militares sírios.

A TV estatal síria afirma que nove civis, incluindo crianças, também morreram no ataque. O presidente Bashar al-Assad não se manifestou até o momento.

Os Estados Unidos informaram o comando militar russo sobre o ataque, para que houvesse tempo de militares russos deixarem a base área.

Trump ganha apoio internacional

A decisão dos Estados Unidos foi comemorada por líderes da coalizão de oposição síria. A oposição moderada pede a continuação da ação americana contra o regime.

Vários líderes europeus reagiram, apoiando a decisão da Casa Branca. Para o presidente francês, François Hollande, e a chanceler alemã, Angela Merkel, Bashar al-Assad é o único responsável pelo bombardeio. Trump também ganhou apoio do Reino Unido, para quem a ação contra a base de Shayrate "é apropriada". Turquia e Japão também se manifestaram a favor da retaliação.

Moscou pede reunião de emergência na ONU

O Irã condenou a decisão dos Estados Unidos, declarando que o ataque químico contra os civis de Khan Sheikhun foi apenas um pretexto para o governo americano atacar a Síria.

Já o presidente russo, Vladimir Putin, principal aliado de Bashar al-Assad, considerou o bombardeio como "uma agressão contra um Estado soberano". Moscou suspendeu o acordo assinado com Washington para impedir incidentes entre aviões dos dois países na Síria. Moscou também solicitou uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU para tratar da ação americana.

O canal de TV russo Rossiia 24 exibiu imagens do local atacado. De acordo com a reportagem, nove aviões das Forças Armadas sírias foram destruídos pelos bombardeios americanos.

A Rússia informou que "reforçará" as defesas antiaéreas do exército sírio. "Com o objetivo de proteger as infraestruturas sírias mais sensíveis, vamos adotar uma série de medidas o mais rápido possível para reforçar e melhorar a eficácia do sistema de defesa antiaérea das Forças Armadas sírias", declarou o porta-voz do exército russo, Igor Konachenkov.

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