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Mundo

Turquia ameaça enviar 15 mil refugiados por mês para Europa

media Refugiados sírios em campo na Turquia The Migrant Project

O ministro turco do Interior, Süleyman Soylu, ameaçou nesta sexta-feira (17) enviar 15 mil refugiados por mês para a Europa, após a polêmica gerada pelo cancelamento de comícios a favor do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na Alemanha e na Holanda. Faz um ano que os dois lados assinaram um acordo migratório para frear a chegada diária de milhares de migrantes às ilhas gregas do mar Egeu.

"Se vocês quiserem, podemos abrir a passagem para os migrantes e deixá-los sem fôlego", declarou. "Devem levar em conta que não podem jogar na região sem contar com a Turquia."

Sobre a proibição dos comícios, ele disse: "Esses eventos mudarão a constituição da Alemanha ou da Holanda. São assuntos internos. O que importa a eles? Por que se metem?".

Soylu também acusou os dois países europeus de envolvimento nas manifestações contra Erdogan de junho de 2013, assim como nos protestos pró-curdos de outubro de 2014 e no golpe de Estado frustrado de julho de 2016. "Eles estão tentando completar o trabalho que não terminaram", disse.

Turquia e União Europeia (UE) atravessam a pior crise diplomática destes últimos anos após o episódio dos comícios. Nos últimos dias, as autoridades turcas já haviam ameaçado colocar fim ao pacto migratório.

Famílias numerosas

Em outra declaração polêmica vinda da Turquia, o presidente Erdogan pediu nesta sexta-feira (17) aos turcos que moram na Europa que formem famílias numerosas. Para ele, essa é "a melhor resposta contra a discriminação da qual são vítimas".

"Eduquem seus filhos nas melhores escolas, garantam que suas famílias vivam nos melhores lugares, conduzam os melhores carros, vivam nas melhores casas e tenham cinco filhos, não apenas três", declarou Erdogan durante um discurso em Eskisehir, no sul de Istambul. "É a melhor resposta ante a má educação e a hostilidade."

A diáspora turca na Europa conta com vários milhões de pessoas, 2,5 milhões das quais têm direito a votar nas eleições turcas. O presidente turco, pai de quatro filhos, convocou no ano passado mulheres turcas a ter ao menos três filhos, provocando a irritação de militantes dos direitos femininos.
 

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