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Mundo

Navio britânico destrói mais de 13 mil m² de recifes de coral na Indonésia

media O navio de cruzeiro britânico, Caledonian Sky, se chocou contra um recife de coral na Indonésia. Captura de vídeo

A Indonésia convocou nesta sexta-feira (17) o embaixador do Reino Unido em Jacarta para prestar esclarecimentos depois que um navio de cruzeiro de uma empresa britânica provocou graves danos a recifes de coral do país. O governo da Indonésia exige ser indenizado pelos estragos. O país tem um dos ecossistemas mais variados do planeta.

O ministro indonésio responsável por questões marítimas, Luhut Panjaitan, declarou que o governo leva o caso "muito a sério". "Esperamos que o problema possa ser resolvido rapidamente entre as autoridades indonésias e a sociedade responsável por esse acidente", disse Panjaitan.

O navio "Caledonian Sky", que pesa 4.200 toneladas, bateu nos recifes durante a maré baixa perto de Kri, uma das 1.500 ilhas de Raja Ampat, um arquipélago de Papua Ocidental. A embarcação, com 102 passageiros e 79 tripulantes a bordo, encalhou no dia 4 de março e precisou do auxílio de um rebocador para prosseguir a viagem.

O cruzeiro, que viaja entre a América e Ásia, entrou em uma área protegida pela Unesco que nunca deveria ter acessado. O acidente danificou quase 13.500 metros quadrados de recifes de coral. A restauração pode custar US$ 16 milhões, de acordo com a Universidade de Papua. "É uma perda muito grande para nós", declarou o diretor da ONG Conservation International Indonesia, Victor Nikijuluw.

Críticas ao turismo exacerbado

O caso provocou muitas críticas à indústria turística local, muito dependente das maravilhas da natureza em Raja Ampat. "Como isto pode ter acontecido? Um menino de 12 anos estava no comando?", questionou o site Stay Raja Ampat, serviço de hospedagem para turistas. "Os danos provocados pelas âncoras de embarcações como estas já são suficientemente graves, mas o encalhe de um cruzeiro nos recifes é algo nunca visto", completa o site.

O governo da Indonésia anunciou que está avaliando os prejuízos e exigirá uma indenização da empresa proprietária do barco, a Noble Caledonia, que tem sede no Reino Unido.

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