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Coreia do Norte teria esgotado a paciência da China, seu único aliado

Coreia do Norte teria esgotado a paciência da China, seu único aliado
 
Um oficial da polícia militar chinesa na entrada da embaixada norte-coreana em Pequim, em 8 de março de 2017. O ministro das Relações Exteriores da China pediu que a Coreia do Norte suspenda suas atividades balísticas e nucleares. FRED DUFOUR / AFP

A tensão na península das Coreias não para de crescer e está fazendo a China perder a paciência. O lançamento de quatro mísseis norte-coreanos contra o mar do Japão no domingo (5), em resposta a exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, aumentou a tensão na região. Pequim, única aliada da Coreia do Norte, criticou a reação de Pyongyang e teme que o ditador norte-coreano Kim Jong-Un se revolte também contra a China.

Vivian Oswald, correspondente da RFI em Pequim

A situação na península coreana está cada vez mais delicada. A tensão já vinha aumentando desde o lançamento de quatro mísseis da Coreia do Norte na semana passada. Além de desrespeitar, mais uma vez, as resoluções do Conselho de Segurança, os mísseis acabaram parando no mar territorial do Japão, o que só aumentou o nervosismo na região. A reação da vizinha Coreia do Sul foi o anúncio da aceleração da construção de uma base antimíssil conjunta com os Estados Unidos, conhecida pela sigla THAD.

A China está duplamente irritada. Com os norte-coreanos, de quem é o único aliado, e com os sul-coreanos, que estariam desenvolvimento deste sistema de proteção que os chineses consideram uma ameaça à sua segurança. Com a confirmação nesta sexta-feira (10) do impeachment da presidente Park Geun-Hye, na Coreia do Sul, a situação ficou ainda mais delicada. De acordo com a agência Yonhag, os militares sul-coreanos teriam sido acionados para permanecerem vigilantes em relação à Coreia do Norte, diante da instabilidade política na Coreia do Sul.

Paciência esgotada

Os norte-coreanos teriam esgotado a paciência de Pequim. O regime de Kim Jong-Un tem ignorado sistematicamente o seu único aliado e exposto a China a seus antagonistas. A Coreia do Norte vem dando motivos para que a Coreia do Sul e os Estados Unidos desenvolvam os exercícios conjuntos e tal base antimísseis, que é tudo o que a China menos quer ver.

O lançamento dos quatro mísseis norte-coreanos aconteceu dois dias depois que o emissário norte-coreano, um cargo equivalente a de o vice-ministro, foi a Pequim para tratar dos cortes das importações chinesas do carvão norte-coreano. Esta medida, por sua vez, já havia sido tomada em suposta retaliação a outro teste realizado pela Coreia do Norte em 12 de fevereiro.

Os chineses fazem críticas públicas e diretas contra os norte-coreanos. Para analistas, o raciocínio é mais ou menos o seguinte: está sendo criado um monstro ao lado da China, que alimenta os argumentos dos opositores do país, e que pode estar se preparando para um dia se virar contra Pequim.

Os chineses também foram enfáticos nas críticas à Coreia do Sul e já manifestaram sua oposição ao THAD. A China tem feito declarações cada vez mais duras advertindo americanos e sul coreanos de que tomará todas as medidas necessárias para preservar seus interesses.

Um outro problema importante que está emergindo neste momento são os movimentos de retaliação aos cidadãos da Coreia do Sul que vivem na China. Vinte lojas da marca sul-coreana Lotte foram fechadas e outros tipos de comércio e produtos têm sido multados ou sofrido boicote da população.

China quer propor acordo às Coreia e aos EUA

Para começar a resolver a situação, Pequim sugere que os norte-coreanos suspendam os seus programas nuclear e de lançamento de mísseis, e que os sul-coreanos e Estados Unidos cancelem os exercícios conjuntos antes de todos voltarem à mesa de negociações. A expectativa é de que não saia um acordo antes que esses termos sejam acertados.

Ao que tudo indica, o ponto em comum entre a China e os Estados Unidos, neste momento, pode ser a Coreia do Norte. Este teria sido o tema de barganha depois de duas conversas de alto nível entre China e Estados Unidos, que desencadeou também o reconhecimento da política do filho único por parte do presidente americano Donald Trump, até então inflexível sobre a questão, pouco depois de sua conversa por telefone com o presidente Xi Jinping.

No entanto, especialistas apontam que a inserção do "elemento Trump" no cenário pode acirrar ainda mais a tensão nesta região da Ásia e resultar em mais faíscas e retaliações entre as Coreias, a exemplo do que aconteceu em 2010, quando os norte-coreanos afundaram um navio sul-coreano.


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