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Mundo

Política antidrogas de Duterte gera manifestações nas Filipinas

media Milhares de defensores da política antidrogas de Rodrigo Duterte foram às ruas nas Filipinas REUTERS/Romeo Ranoco

Milhares de simpatizantes e adversários do presidente filipino Rodrigo Duterte saíram às ruas neste sábado (25) para defender ou criticar a guerra às drogas iniciada por seu governo. O chefe de Estado não descarta a possibilidade de recorrer à lei marcial para combater o narcotráfico.

Um primeiro protesto a favor da política linha-dura promovida pelo presidente filipino reuniu nas ruas da capital Manila quase 200 mil pessoas, de acordo com a polícia, mas o número era bem menor de acordo com os correspondentes da AFP. Os manifestantes estavam nas ruas para apoiar Duterte, 71 anos, que venceu a eleição do ano passado com a promessa de erradicar as drogas na sociedade.

Desde que o presidente assumiu o cargo em junho, a polícia matou 2.555 suspeitos de narcotráfico e quase 4.000 pessoas morreram em circunstâncias desconhecidas. Diante desses números, a Anistia Internacional já acusou a polícia filipina de abuso sistemático dos direitos humanos, em particular por assassinar pessoas desarmadas, forjar provas, pagar a terceiros para matar suspeitos e roubar as vítimas.

Protesto contra Duterte

Também neste sábado, vários críticos de Duterte, entre eles o ex-presidente Benigno Aquino e a vice-presidente Leni Robredo, que se opõe ao chefe de Estado, participaram em uma manifestação para celebrar o 31º aniversário da vitória do movimento pró-democracia que acabou com a ditadura de Ferdinand Marcos. Alguns presentes neste evento, que reuniu pouco mais de 1.000 pessoas, criticaram as execuções promovidas pelo governo, muitas delas consideradas assassinatos estatais por ONGs internacionais.

Bonifacio Ilagan, um dramaturgo torturado pela polícia nos anos 1970, quando a ditadura decretou lei marcial, criticou a "cultura de impunidade" que cerca a política antidrogas de Duterte. A senadora Leila de Lima, principal opositora da violenta conduzida pelo presidente filipino, foi detida na sexta-feira (24), acusada de tráfico de drogas.

Em uma declaração à imprensa, pouco antes de se entregar à polícia, a senadora disse ser inocente e que isso pode custar a ela prisão perpétua. Mas prometeu continuar se manifestando contra a opressão do governo e contra o chefe de Estado, que ela considera um "sociopata e serial killer".

(Com informações da AFP)

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