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Mundo

Relatório diz que Al-Qaeda prospera no cenário caótico do Iêmen

media Bairro destruído por bombardeios na capital do Iêmen Reuters

O braço iemenita da Al-Qaeda está "mais forte do que nunca", considerou nesta quinta-feira (2) a ONG International Crisis Group (ICG), que criticou o primeiro bombardeio americano ordenado pela administração Trump no Iêmen por "ignorar o contexto local" e "provocar elevadas perdas civis".

Em um relatório intitulado "Al-Qaeda no Iêmen: Uma Base em Expansão", o ICG, organização independente que analisa os conflitos em todo o mundo, explica como a Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) e seu rival, o grupo Estado Islâmico (EI), se aproveitaram do caos no qual o país se encontra desde 2014.

Apesar de ter registrado derrotas, “a AQPA prospera em um ambiente de naufrágio do Estado, de sectarismo religioso crescente, de mudanças de alianças, de vácuos de segurança e de guerra econômica em aumento", indica o estudo.

"Para reverter essa tendência, é preciso colocar fim ao conflito original, melhorar a governança nas zonas vulneráveis e utilizar os meios militares de maneira criteriosa e em coordenação com as autoridades locais."

Nesse sentido, o grupo, com sede em Bruxelas, destaca que "esses esforços serão comprometidos se países como Estados Unidos, interessados em combater a AQPA e o braço emergente do EI, realizarem ações militares que ignorem o contexto local e provoquem perdas civis elevadas".

Primeira operação da era Trump

O ICG cita a primeira operação contra a Al-Qaeda, lançada no fim de semana passado na província de Baida (centro), pela administração de Donald Trump.

“Isso não significa nada bom nos esforços para enfrentar de forma inteligente e eficaz a AQPA", segundo o relatório, que aponta que a operação matou "muitos civis, incluindo ao menos 10 mulheres e crianças", assim como homens de tribos locais, o que faz o jogo da Al-Qaeda, que afirma "defender os muçulmanos contra o Ocidente".

Por sua vez, o Pentágono divulgou um balanço de 14 mortos, "incluindo mulheres combatentes" das fileiras da Al-Qaeda e um soldado de elite americano.

A Al-Qaeda informou sobre quase 30 pessoas falecidas, incluindo mulheres e crianças. Um responsável iemenita disse que 41 supostos membros da Al-Qaeda foram abatidos, incluindo alguns chefes e oito mulheres e oito crianças.

As forças governamentais do Iêmen, apoiadas desde março de 2015 por uma coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, combatem os rebeldes xiitas huthis e seus aliados, apoiados pelo Irã. Os rebeldes controlam amplos pedaços de território, incluindo a capital, Sanaa.

Uso de drones

Segundo o IGC, todas as partes, locais e estrangeiras, "contribuíram para o crescimento" da AQPA e do grupo EI, "inclusive se afirmam ser inimigos" dos extremistas.

O fato de a coalizão ter se concentrado no objetivo de derrotar os huthis e seus aliados foi uma "bênção para a AQPA", que pôde forjar alianças tácitas com tribos sunitas em certas regiões, de acordo com o documento.

E embora a Al-Qaeda, presente no Iêmen há mais de duas décadas, tenha registrado fracassos militares, como a perda do controle da cidade portuária de Mukalla (sudeste) em abril de 2016, esses não deixam de ser "êxitos frágeis", segundo o relatório, que podem ser ineficazes sem um bom governo local.

O ICG também questiona a política americana de uso de drones: "Os êxitos táticos obtidos pela eliminação de atores e de ideólogos (da Al-Qaeda) não frearam o crescimento rápido da organização".

Segundo o grupo de reflexão, "muitos iemenitas pensam que os bombardeios de drones são contraproducentes e que alimentam um ressentimento contra os americanos e o governo iemenita quando civis morrem". Washington considera a AQPA como o braço mais perigoso da rede da Al-Qaeda.

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