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Mundo

Premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, interrogado pela polícia pela 3ª vez

media Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foi interrogado pela polícia nesta sexta-feira, 27 de janeiro de 2017 REUTERS/Gali Tibbon

A polícia israelense interrogou o primeiro-ministro novamente, nesta sexta-feira (27). Netanyahu é suspeito em vários casos de corrupção, mas desmente todas as acusações e garante que ainda vai dirigir Israel por muitos anos.

É a terceira vez que Netanyahu é interrogado pela polícia de uma unidade especializada em corrupção. Desde o final de 2016, ele é alvo de duas investigações: a primeira, sobre presentes luxuosos recebidos por ele e sua família que suspeita-se terem sido oferecidos por empresários; a outra investigação é sobre a sua tentativa de negociar um artigo jornalístico mais favorável com o dono do maior jornal pago do país. Netanyahu desmente as acusações.

As mídias israelenses denunciam que, durante sete ou oito anos o primeiro-ministro recebeu caixas de charutos de Arnon Milchan, um homem de negócios israelense, produtor de Hollywood e seu amigo pessoal. O valor total desses charutos chegaria à casa dos milhares de dólares. O executivo também teria oferecido a Sarah, esposa do dirigente, uma caríssima marca de champanhe.

Definindo as acusações como "uma brincadeira de mau gosto", o premiê desmente a corrupção, argumentando que tem o direito de receber presentes de seus amigos. "O objetivo de tudo isso é claro: fazer meu governo cair, e para isso vale tudo", denunciou, ironizando ter 'uma novidade': "Ainda vou dirigir o Estado de Israel por muitos anos".

Outros casos comprometem Netanyahu

Outras denúncias giram em torno do político, entre elas, um grande negócio de compra de um submarino de guerra da Alemanha. A transação apresenta conflito de interesses. Um dos advogados de Netanyahu, David Shimron, seria o representante em Israel do empresário Miki Ganor, agente da empresa alemã ThyssenKrupp Marine Systems, da qual Israel comprou seis submarinos e poderia encomendar a construção de mais três unidades. Além disso, um relatório sobre as operações bélicas de Israel na Faixa de Gaza, em 2014, poderia manchar sua imagem.

Aos 67 anos, à frente do governo desde 2009, depois de um mandato entre 1996 e 1999, Netanyahu foi suspeito de corrupção várias vezes, sem nunca ter sido indiciado.

 

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