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Brasileiro leva palestinos para fazer tratamento médico em Israel

Brasileiro leva palestinos para fazer tratamento médico em Israel
 
O guia de turismo brasileiro Marcio Kramer (Reprodução

O psicólogo e guia de turismo brasileiro Marcio Kramer, que vive em Israel há cinco anos, não demorou muito tempo para decidir se engajar num trabalho voluntário relacionado ao conflito entre israelenses e palestinos.

Há um ano e meio, o paulista de 58 anos procurou a ONG “Caminho para a Recuperação”, que ajuda palestinos em busca de tratamento médico em Israel.

A ONG envia voluntários a postos de fronteira entre Israel e a Cisjordânia ou a Faixa de Gaza para levar palestinos, de graça, para hospitais em Israel. Para ele, a carona é uma maneira de promover um encontro olho a olho entre pessoas dos dois lados dos postos de fronteira.

“O carro é como se fosse um lugar de encontro entre israelenses e palestinos. Seria muito mais barato alugar um ônibus e recolher todo mundo de uma vez só. Mas, em vez de um ônibus, são muitos carros, em horários diferentes, com pessoas diferentes, motivos diferentes... Isso promove o encontro, o diálogo”, diz Kramer.

Trabalho voluntário na Febem em SP

Em São Paulo, Marcio costumava fazer trabalho voluntário em ONGs e instituições como a Febem. Em Israel, ele concluiu que é importante que israelenses e palestinos tenham mais contato para que consigam superar estereótipos.

No caso dos palestinos, conhecer voluntários judeus e israelenses pode levá-los a descobrir a outra face de Israel.

“Eu acho isso importante para que os palestinos vejam que os israelenses, além de soldados, são pessoas. Quero que eles lembrem, um dia, que teve um judeu ou israelense que levou o filho dele para o hospital quando ele precisou”, acredita Kramer.

Para Marcio, a ONG “Caminho para a Recuperação”, criada por israelenses e que já conta com 600 voluntários em três sucursais por todo o país, mostra um lado diferente de Israel, que se preocupa em ajudar quem necessita.

Viagens são sempre uma surpresa

Às vezes, ele se identifica com o passageiro e até se tornam amigos. Outras vezes, no entanto, o encontro é mais difícil, como o que aconteceu quando buscou um casal de palestinos na fronteira logo depois de um atentado no bairro de Sarona, em Tel Aviv.

“Uma vez que me marcou foi logo depois do atentado de Sarona, em que peguei um casal e uma criança de dois anos. Israel inteiro estava com o Sarona na cabeça, um atentado horrível. Mas o casal não estava nem aí. Me deu a maior neura, pois aquele casal correspondia exatamente ao perfil de possíveis terroristas. Eu falei que... falei, pensei, sei lá, que quem tá me salvando aqui era a criança. Mas pensei que, naquele dia, eu ia levar uma facada”, conta o guia de turismo.

Mesmo com todo o risco, o brasileiro espera continuar a fazer o trabalho voluntário para aproximar israelenses de palestinos.


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