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Mundo

Japão convoca embaixador em Seul em protesto a monumento a escravas sexuais

media Estátua de mulher representa as escravas sexuais da Segunda Guerra Mundial na Ásia Reuters

O Japão convocou nesta sexta-feira (6) para consultas seu embaixador na Coreia do Sul. O motivo foi a  instalação, diante de seu consulado na cidade de Busan, da estátua de uma mulher em homenagem às vítimas da escravidão sexual durante a expansão japonesa na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O tema envenena as relações entre Seul e Tóquio há décadas. Muitos sul-coreanos veem nisso o símbolo dos abusos e da violência cometida pelo Japão durante sua expansão colonial, de 1910 a 1945.

"O Japão e a Coreia do Sul confirmaram o acordo concluído em 2015 que resolvia o tema das mulheres de consolo de maneira definitiva e irreversível. Apesar disso, foi colocada uma estátua em Busan, o que tem consequências deploráveis para as relações entre os dois países", declarou o porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, em uma coletiva de imprensa.

Além do chamado para consultas do embaixador Yasumasa Nagamine, Suga informou que o Japão também havia convocado seu cônsul-geral em Busan e suspendido negociações bilaterais em matéria monetária.

"O governo japonês considera que se trata de uma situação altamente lamentável", disse o porta-voz, acrescentando que "seguirá insistindo com firmeza junto ao governo da Coreia do Sul e às autoridades municipais correspondentes para que retirem rapidamente a estátua".

A Coreia do Sul classificou, por sua vez, a decisão de Tóquio de "muito lamentável". O porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Cho June-hyuck, insistiu, no entanto, que Seul continuará "desenvolvendo as relações entre a Coreia do Sul e o Japão com firmeza mútua".

200 mil escravas sexuais

A maioria dos historiadores calculam que 200 mil mulheres asiáticas foram convertidas em escravas sexuais pelo Japão.

Procedentes de Coreia, China, Filipinas e de outros países, as mulheres foram obrigadas a trabalhar nos bordéis do exército imperial japonês.

A maioria das meninas recrutadas na Coreia tinham entre 14 e 18 anos. Depois da guerra, muitas sobreviventes esconderam essa experiência traumática.

Os dois países concluíram um acordo "definitivo e irreversível" segundo o qual o Japão se desculpou e pagou 1 bilhão de ienes (€ 8,8 milhões) em compensação para financiar uma fundação de ajuda aos sobreviventes.

Tóquio nega, no entanto, qualquer responsabilidade oficial na conduta dos bordéis e rejeita as propostas de Seul de discussões bilaterais para estudar os pedidos dos sobreviventes.

A estátua colocada no dia 28 de dezembro na cidade portuária de Busan por militantes sul-coreanos é uma cópia da que foi instalada diante da embaixada do Japão em Seul.

As autoridades locais a retiraram, mas posteriormente mudaram de opinião e deixaram que os ativistas a instalassem de novo.

Esta mudança foi suscitada pela visita da ministra da Defesa do Japão, Tomomi Inada, ao polêmico santuário de Yasukuni de Tóquio, no dia 29 de dezembro.

Santuário polêmico

O santuário, que honra a memória dos 2,5 milhões de soldados japoneses mortos desde a metade do século 19, é polêmico na Ásia desde que em 1978 foram inscritos, às escondidas, os nomes de 14 criminosos de guerra condenados pelos aliados após a Segunda Guerra Mundial.

O monumento de Seul, uma representação em bronze de uma mulher sentada com um pequeno pássaro pousado em um ombro, é muito popular na Coreia do Sul.

O Japão estima que ela deveria ter sido retirada após a assinatura do acordo, mas Seul diz que só havia aceitado estudar esta possibilidade. Há um ano, militantes montam guarda 24 horas por dia para impedir que seja retirada.

Na Coreia do Sul é possível ver mais de 20 monumentos desse tipo. Também há uma dezena em outros países, entre eles Estados Unidos e Canadá.

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