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Mundo

Rússia anuncia cessar-fogo e negociações na Síria

media O presidente russo, Vladimir Putin, o chanceler Sergei Lavrov (à esquerda) e ministro da Defesa Sergei Shoigu durante reunião em Moscou. Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin/via REUTERS

Um cessar-fogo global na Síria entre o regime e os rebeldes deve entrar em vigor à zero hora de sexta-feira (30),  antes do início das negociações de paz, em virtude de um acordo promovido pela Rússia e a Turquia, mas sem os Estados Unidos.

O acordo, que visa abrir o caminho para resolver o conflito no país, é anunciado exatamente uma semana após a retomada total da cidade de Aleppo pelo regime sírio apoioado pela Rússia, bem como por combatentes iranianos, iraquianos e libaneses.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdoga,n considerou que o acordo de cessar-fogo na Síria é uma "oportunidade histórica" para acabar com o conflito que atinge o país há quase seis anos.

Após vários encontros na Turquia, que apoia a rebelião, entre enviados russos e representantes rebeldes, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a entrada em vigor de uma trégua na Síria à meia-noite. "Não apenas esperávamos há muito tempo, mas também trabalhamos muito para isso", afirmou Putin durante uma reunião com seus ministros da Defesa, Sergueï Choïgou, e das Relações Exteriores, Sergueï Lavrov.

"Três documentos foram assinados: o primeiro é entre o governo sírio e a oposição armada sobre o cessar-fogo em todo o território sírio", acrescentou, explicando que os outros documentos dizem respeito a negociações de paz.

Acordo exclui extremistas

Já o exército sírio anunciou "uma parada total das operações militares", que deve entrar em vigor à meia-noite em todo o território sírio. O acordo exclui, no entanto, os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) e do Fateh al-Cham, ex-ramo sírio da rede Al-Qaeda, segundo um comunicado do gorverno publicado pela agência síria Sana.

A Coalização Nacional Síria (CNS), a principal formação de oposição no exílio, igualmente anunciou seu apoio ao cessar-fogo, segundo seu porta-voz Ahmad Ramadan. "A coalizão nacional apoia o acordo e chama todas as partes a respeitá-lo", afirmou.

O emissário da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, saudou o acordo e expressou sua esperança de que permita ajudar os civis.

Estados Unidos excluídos

O ministro turco das Relações Exteriores, Mevlüt Cavusoglu, declarou que o cessar-fogo foi aprovado "pelas principais forças" da rebelião. No total, sete grupos rebeldes, incluindo o poderoso Ahrar al-Cham, assinaram o acordo.

Vários acordos de cessar-fogo já foram concluídos na Síria, negociados por Washington e Moscou, mas todos fracassaram rapidamente.

Desta vez, os Estados Unidos não foram incluídos nas negociações em curso entre a Turquia e a Rússia.
Segundo o Kremlin, Vladimir Putin e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, "se disseram satisfeitos com os acordos obtidos via mediação da Rússia e da Turquia", durante um telefonema.

 

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