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Mundo

Furioso com resolução da ONU Netanyahu convoca embaixador americano

media Netanyahu: "colonização da Cisjordânia não é assunto para o Conselho de Segurança da ONU". REUTERS/Ronen Zvulun/File Photo

Irritado com a adoção de uma resolução da ONU que pede a paralisação imediata das atividades de colonização na Cisjordânia, o governo israelense convocou os dez embaixadores dos países que apoiaram a resolução, e deve receber ainda nesta noite de domingo (25) o embaixador norte-americano em Israel, Daniel Shapiro.

Durante o Conselho de Ministros deste domingo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou que os Estados Unidos agiram em concertação com os palestinos para que a resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas fosse aprovado.

O texto foi aprovado na sexta-feira (23) por 14 dos 15 países que compõem o Conselho de Segurança enquanto que os Estados Unidos se abstiveram da votação, sem impor o seu veto, como normalmente o fazem em questões prejudiciais a Israel.

“Segundo as nossas informações, nós não temos a menor dúvida que a administração Obama está à frente dessa resolução, que ela coordenou a redação e que ela pediu que o texto fosse adotado”, declarou Netanyahu durante a reunião do seu governo.

Embaixadores convocados extraordinariamente

As autoridades israelenses convocaram os embaixadores baseados em Israel de 10 dos 14 países que se pronunciaram a favor da resolução e com os quais Israel mantem relações diplomáticas: Grã-Bretanha, France, China, Rússia, Egito, Nova Zelândia, Japão, Uruguai, Espanha e Ucrânia.

Essas convocações, realizadas neste domingo de Natal, estão fora do padrão diplomático.

Num primeiro momento, a resolução seria apresentada pelo Egito, mas, sob pressão de Israel e do presidente eleito Donald Trump, as autoridades egípcias desistiram da iniciativa. Depois, a resolução foi encaminhada pela Nova Zelândia, Senegal, Venezuela e Malásia.

“Há décadas, as administrações americanas e os governos de Israel estão em desacordo sobre os assentamentos (nos territórios ocupados na Cisjordânia), mas nós sempre estivemos de acordo que o Conselho de Segurança não era o lugar adequado para se resolver essa questão”, comentou Netanyahu.

Muitos países julgam que os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada são ilegais. Israel insiste que essas colônias se justificam por razões bíblicas e por questões de segurança.
 

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