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Mundo

China vive sob densa nuvem de poluição há cinco dias

media População usa máscaras em Pequim. Foto: Reuters

Uma densa nuvem de poluição cobre grande parte no nordeste da China pelo quinto dia consecutivo. Seguindo a recomendação do ministério do Meio Ambiente chinês, mais de 20 cidades ativaram o alerta vermelho, indicando o mais alto ar de poluição do ar. Voos foram cancelados, escolas e estradas fechadas diante da grande concentração de poluentes e da queda da visibilidade, afetando milhões de chineses.

Luíza Duarte, correspondente em Hong Kong

O aeroporto internacional de Pequim nesta terça-feira (20) já teve mais de 200 voos cancelados. Pela manhã, a visibilidade em algumas áreas da capital foi reduzida a menos de 50 metros, de acordo com a autoridade meteorológica de Pequim.

A cidade vizinha de Tianjin chegou a suspender temporariamente o tráfego aéreo, provocando o atraso e o cancelamento de centenas de voos. A atividade em aeroportos na província de Shandong também foi afetada. A neblina provocada pela poluição e as medidas de emergência para tentar reduzir as emissões de poluentes também comprometeram o transporte terrestre, levando ao fechamento de vias expressas em diversos municípios e a aplicação de um sistema de rodízio de veículos.

Motoristas em Pequim ignoram restrições

Diversas obras foram suspensas na região e escolas foram fechadas. Mas, apesar da orientação dada pelas autoridades chinesas, algumas usinas de energia e fábricas da zona industrial do nordeste da China não reduziram suas operações. Desde a ativação do alerta vermelho na sexta-feira (16), motoristas em Pequim também tentam ignorar as restrições de tráfego e os índices de poluição do ar continuam altos.

De acordo com o plano de resposta de emergência à poluição severa do ar, criado pelo governo chinês, o grau mais alto do alerta, o vermelho, é ativado quando o indicador da concentração de partículas finas no ar, conhecido como PM2.5, ultrapassa a marca de 200 por mais de quarto dias seguidos ou supera a marca de 300 por mais de dois dias, ou ainda fica acima de 500 por pelo menos 24 horas.

Essa é a sexta vez que uma onda de poluição severa e de larga escala atinge o nordeste do país desde outubro. Para Pequim, esse é o primeiro alerta vermelho do ano. Em um comunicado, o Greenpeace adverte que essa é a pior onda de poluição atmosférica de 2016 e que afeta 460 milhões de pessoas na China, em ao menos seis províncias.

Neblina amarelada faz prédios desaparecerem

Nas redes sociais, chineses compartilharam imagens mostrando a degradação das condições nas principais cidades da região, com o céu passando de azul a encoberto por uma neblina amarelada, fazendo prédios desaparecerem. A recomendação para tentar se proteger do ar poluído é usar máscaras, aparelhos eletrônicos para purificar o ar dentro de casa e evitar atividades físicas ao ar livre, principalmente para os grupos de risco: crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

As partículas finas no ar são as mais nocivas para a saúde. Elas estão associadas ao aumento de grande número de doenças e são responsáveis por mais de três milhões de mortes prematuras no mundo todos os anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o mesmo relatório, a China é o país onde mais pessoas morrem devido ao ar poluído - foram 600 mil apenas em 2012.

Na segunda-feira (19), Shijiazhuang, capital da província de Hebei, registrou um nível de poluição superior a 1000, o equivalente a 100 mais do que a concentração estabelecida pela OMS, como segura para o organismo humano.

Em Hong Kong, na mesma data, o índice de poluição do ar ultrapassou 130, um número que, apesar de superar em muito a recomendação internacional, não é excepcional para a cidade. Já em São Paulo, por exemplo, o indicador da concentração de poluentes marcava pouco mais de 40.

Situação piora no inverno

Desde 2014, o governo chinês anunciou o combate à poluição como uma de suas prioridades. O país vem restringindo a atividade da indústria pesada, fechando instalações ultrapassadas, passou a monitorar em tempo real a poluição do ar e se tornou o líder global no uso de energias renováveis em larga escala. Mesmo assim, a matriz energética chinesa ainda é dominada pelo carvão. A China é o maior consumidor desse combustível fóssil, apesar de uma leve redução registrada no último ano.

Episódios de poluição extrema como esse não são raros nessa região e a situação piora no inverno, com a queda das temperaturas, pois cresce o consumo de energia para eletricidade e aquecedores. A poluição é causada principalmente por emissões vindas de veículos e da atividade industrial. Condições climáticas e a localização geográfica também favorecem a concentração de poluentes em certas cidades, como é o caso de Pequim.

 

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