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Islândia recebe refugiados de braços abertos

Islândia recebe refugiados de braços abertos
 
Islândia dá lição de solidariedade e abre as portas aos refugiados Haraldur Guðjónsson / AFP

Enquanto boa parte dos países europeus empurra para seus vizinhos a responsabilidade de acolher os refugiados que vem principalmente da Síria, a Islândia adotou uma atitude bem diferente e tem se tornado a nova terra de asilo para essa população. Esse é o tema de reportagem publicada na revista M do jornal Le Monde desta semana.

O texto começa contando a história da professora síria Ahlam Watti, que desembarcou com marido e quatro filhos na periferia da capital Reykjavik em janeiro passado. “Quando nos disseram que iríamos para a Islândia, eu nem sabia onde era. Pesquisei na internet e vi que só tinha vulcões”, conta a professora, que diz estar totalmente adaptada, inclusive com as duras condições climáticas durante o longo inverno islandês.

Ela chegou à Islândia após ter sido selecionada, junto com outras 68 famílias, pela Agência das Nações Unidas para os refugiados (ACNUR). Como os demais na mesma situação, eles receberam casa, ajuda social, roupas de inverno e cursos do idioma para facilitar a integração no país.

As ONGs que trabalham com imigração afirmam que a Islândia é o país da Europa mais receptivo ao acolhimento de refugiados. Assim como Ahman Watti e sua família, “todos são recebidos de braços abertos, a tal ponto que vários partidos fizeram campanha durante as eleições legislativas de outubro para acolher mais imigrantes”, conta a reportagem.

Falta mão-de-obra

Uma das razões dessa abertura é a falta de mão-de-obra no país. “Segundo o patronato local, a Islândia precisaria de entre 2 mil e 4 mil imigrantes por ano para responder às suas necessidades”, comenta Le Monde.

Esse fenômeno é bastante recente em um país que, durante muito tempo, praticamente não conheceu a imigração. Isolados do resto do continente europeu por centenas de quilômetros de oceano, os islandeses cultivavam uma certa homogeneidade cultural e étnica, e praticamente todos os moradores do país se conheciam ou tinham pelo menos um amigo ou parente em comum. “Até os anos 1990, a ilha tinha menos de 1% de estrangeiros, principalmente maridos ou mulheres de islandeses e alguns poucos refugiados”, relembra a reportagem.

Mas tudo isso mudou em 2004, com a ampliação da União Europeia. Pois se a Islândia não é membro da UE, ela faz parte do Espaço Econômico Europeu e, assim como a Noruega, é obrigada a respeitar a liberdade de circulação de pessoas na zona. Os primeiros migrantes a aproveitar esse novo contexto foram os poloneses, muitos deles para trabalhar no setor do turismo, em plena expansão no país de Björk.

País passou de 1% a 10% de estrangeiros em poucos anos

De acordo com as estatísticas recentes, a Islândia, que tem menos de 330 mil habitantes, deve ultrapassar a barra dos 10% de estrangeiros em 2016. Na França, o número oficial e cidadãos de outra nacionalidade não chega a 7%, compara a revista do Le Monde.

Mas a Islândia está longe de ser o paraíso que os migrantes podem imaginar lendo o início da reportagem. As primeiras ocorrências de racismo e de islamofobia começam a ser registradas em uma polícia até então despreparada para esse tipo problema.

Além disso, mesmo se há um esforço das autoridades e da própria população para acolher os migrantes, alguns aspectos da cultura islandesa ainda representam obstáculos. Um deles é o idioma, difícil de aprender, principalmente em um país no qual a população não está acostumada com sotaques estrangeiros. Mas os islandeses falam muito bem inglês, lembra a reportagem. Além disso, a Islândia é “um dos raros países da Europa onde é possível encontrar trabalho facilmente falando apenas inglês”, ressalta a reportagem da revista M do jornal Le Monde.
 


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