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Mundo

Polícia turca prende redator-chefe do jornal de oposição

media Protesto em frente do jornal Cumhuriyet com membros do partido da oposião e do vice-presidente do Partido Republicano do Povo (CHP), Sezgin Tanrikulu (esquerda). 31/10/16 OZAN KOSE / AFP

A polícia turca prendeu nesta segunda-feira (31) o redator-chefe do jornal de oposição Cumhuryet, Murat Sabuncu. As casas dos dirigentes e redatores do diário também foram vasculhadas, segundo o canal de TV CNN Türk.

A Justiça turca emitiu mandados de busca e apreensão contra 13 jornalistas, depois de várias revelações sobre o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. Os policiais vasculharam as residências de vários funcionários do jornal, entre eles Akin Atalay, presidente do diretório, o jornalista Güray Oz e o caricaturista Musa Kart.

Uma das reportagens investigativas do Cumhuryet mostrou que o serviço secreto turco forneceu armas aos rebeldes islâmicos na Síria. As prisões aconteceram dois dias depois de um decreto publicado no sábado à noite no jornal oficial, anunciando o fechamento de 15 diários, revistas e agências de imprensa no sudeste, de maioria curda.

Desde a tentativa de golpe na Turquia, em julho, contra o presidente Erdogan, o governo tem multiplicado as prisões de opositores, fechando centenas de jornais.

Os jornalistas do Cumhuryet foram acusados de atividades terroristas e de estarem ligados ao movimento do líder Fethullah Gülen, que estaria por trás da tentativa de golpe ao lado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, de acordo com um comunicado da promotoria de Istambul. Vários leitores convocaram uma manifestação nas redes sociais para esta segunda-feira, em frente ao prédio do jornal.

Operação política

“É uma operação política, não judiciária”, denunciou o deputado do partido Republicano do Povo, Mahmut Tanal, principal formação de oposição. As autoridades turcas negam qualquer desrespeito à liberdade de expressão na Turquia, afirmando que apenas os jornalistas ligados a “organizações terroristas” foram presos.

A Turquia ocupa na 151° lugar na classificação mundial da liberdade da imprensa publicada pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras.
 

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