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Mundo

Forças iraquianas já estão próximas da periferia de Mossul

media Blindados das tropas da coalizão International se aproximam de Mossul REUTERS/Azad Lashkari

As forças iraquianas precisavam conquistar nesta segunda-feira (31) apenas uma localidade antes de se posicionar na periferia leste de Mossul, o reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI), pressionado por todos os lados. A ofensiva contra os jihadistas na segunda cidade do Iraque entrou em sua terceira semana.

Dezenas de localidades situadas dos arredores da cidade já foram tomadas dos extremistas com o apoio da força aérea e da artilharia da coalizão internacional liderada por Washington. No entanto, as forças iraquianas ainda não entraram na aglomeração de Mossul, indicou nesta segunda-feira um responsável militar iraquiano, desmentindo informações que relatavam sobre este suposto avanço. "Não entramos no bairro de Al Karama (no leste de Mossul), nossas forças estão no povoado de Gogjali, a 2,5 quilômetros dali", explicou à AFP Abdelwahab al Saadi, um integrante de alto escalão do Comando Antiterrorista Iraquiano (CTS), uma força de elite, que opera no front leste da ofensiva.

Porém, os soldados estão cada vez mais próximos de seu objetivo. Gogjali era, junto com a localidade de Bazwaya, um dos dois alvos fixados para esta segunda-feira pelos CTS, que avançam a partir do leste da cidade de Bartalla. Bazwaya foi retomada e, se Gogjali cair, "na noite desta segunda-feira estaremos a 700 metros (da aglomeração) de Mossul", indicou um responsável militar do CTS, Muntadhar al Shimmari, cujos efetivos e seus comboios de veículos blindados leves enfrentam os disparos de morteiros dos extremistas.

Desde 17 de outubro, dezenas de milhares de membros das forças de segurança avançam nas frentes ao leste, sul e norte da cidade. Unidades paramilitares dominadas por milícias xiitas se somaram ao início de uma ofensiva a partir do oeste para que os extremistas não consigam se movimentar livremente entre Mossul e a fronteira síria.

A coalizão internacional anunciou na sexta-feira (28) que as forças iraquianas fariam uma pausa de dois dias para consolidar suas primeiras vitórias territoriais e se reposicionar.

Guerra urbana

Quando estiverem posicionadas ao redor de Mossul, as forças iraquianas devem iniciar um cerco e tentar abrir corredores para facilitar a retirada dos habitantes, que os extremistas utilizam como "escudos humanos". Depois deverão travar uma guerra urbana contra os rebeldes. Segundo estimativas americanos, entre 3 mil e 5 mil extremistas estariam entrincheirados na aglomeração, que conta com cerca de 1,5 milhão de habitantes.

Os deslocamentos de civis não são, por enquanto, maciços, mas as organizações humanitárias preveem que se intensificarão quando as forças iraquianas entrarem na cidade. Mais de 17 mil pessoas deixaram suas casas nestas duas semanas de ofensiva militar.

Nas regiões controladas do EI, alguns civis tentam levar uma vida normal após dois anos de dominação extremista, mas a maioria destes setores ainda não são habitáveis. Serão necessários meses para retirar as minas em algumas zonas e reconstruí-las.

(Com informações da AFP)

 

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