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Mundo

Clandestinos na Austrália podem ter visto proibido definitivamente

media O primeiro-minsitro australiano, Malcolm Turnbull, quer dissuadir os migrantes clandestinos. Reuters

O governo australiano quer criar uma lei que proíbe de forma permanente o direito dos refugiados que chegam ilegalmente ao país de barco a solicitarem um visto, inclusive o de turismo. A medida, que visa principalmente os refugiados, pode endurecer ainda mais uma das políticas migratórias mais restritas do mundo.

O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, explicou neste domingo (30) que submeterá o quanto antes ao parlamento o projeto de lei. Se for aprovado, o texto terá efeito retroativo e será aplicado a centenas de migrantes que estão há anos em centros de detenção. Além disso, a lei que as pessoas que alguma vez tenham tentado entrar ilegalmente na Austrália ficarão proibidas de solicitar um visto de turismo ou de trabalho para o resto da vida.

O chefe de governo apresentou a medida como necessária para mandar para os migrantes ilegais "uma mensagem absoluta, inflexível e inequívoca" de que a sua presença nunca será permitida no país. "Este é um combate entre o povo australiano, representado pelo seu governo, e as gangues criminosas de traficantes de pessoas", disse Turnbull em uma coletiva de imprensa ao lado do seu ministro de Imigração, Peter Dutton.

A Austrália aplica há vários anos uma dura política visando os migrantes e repele sistematicamente os barcos que tentam chegar às suas costas. O governo afirma que tais medidas são em nome da luta contra o tráfico de seres humanos e da necessidade de dissuadir os migrantes de se aventurarem em uma travessia perigosa.

"Ninguém deve subestimar a escala da ameaça. Estes traficantes de pessoas são os piores criminosos que se possa imaginar. Eles têm um negócio de bilhões de dólares. Temos de ser muito determinados para dizer não a seus planos criminosos", acrescentou o premiê.

A lei visa principalmente os refugiados, que atualmente, ao serem surpreendidos entrando ilegalmente no país por meio de barcos, são enviados para campos de detenção em ilhas do oceano Pacífico, enquanto esperam o resultado dos pedidos de exilo. As organizações de defesa dos direitos humanos já denunciaram várias vezes as condições de vida impostas nesses centros de detenção. Atualmente, centenas de pessoas estão detidas nas ilhas de Nauru, Manus e Christmas.

(Com informações da AFP)

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