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Mundo

Celulares com baterias que explodem provocam crise na Samsung

media Cerca de 2,5 milhões de telefones Galaxy Note 7 foram recolhidos do mercado pela Samsung por causa do risco de explosão de suas baterias. REUTERS/Kim Hong-Ji

A Samsung suspendeu temporariamente a produção do smartphone Galaxy Note 7 devido ao risco de explosão da bateria do aparelho. O primeiro fabricante mundial de smartphones já havia recolhido mais de 2 milhões de unidades vendidas em dez países, que apresentavam o mesmo problema.

Com informações de Fréderic Ojardias, correspondente da RFI em Seul

A crise segue rondando a empresa Samsung Electronics, que anunciou nesta segunda-feira (10) um "ajuste de volumes de produção" de seu telefone Galaxy Note 7. Segundo declaração divulgada em um comunicado oficial, a medida foi tomada “para melhorar o controle de qualidade e permitir investigações mais profundas após as crescentes explosões” do aparelho.

As dificuldades começaram em 2 de setembro quando, semanas depois do lançamento antecipado do aparelho, a gigante sul-coreana suspendeu as vendas deste "phablet" (híbrido de smartphone e tablet). Simultaneamente, a empresa convocou um recall de 2,5 milhões de unidades após a descoberta de que, em alguns casos, as baterias defeituosas poderiam explodir.

A operação parecia avançar corretamente até que novos incidentes foram detectados em aparelhos do mesmo modelo, que já haviam sido substituídos.

As imagens de telefones carbonizados inundaram as redes sociais de todo o mundo nas últimas semanas. Um aparelho chegou a explodir dentro de um avião nos Estados Unidos, pouco antes da decolagem, em um episódio visto como uma humilhação suprema para um grupo que se vangloria de ser o campeão da inovação e da qualidade.

Empresa teria lançado o Galaxy Note 7 rápido demais

Alguns analistas do setor afirmam que esses incidentes resultam de uma cultura empresarial baseada na velocidade dos lançamentos, que pode estar por trás da explosões. Segundo Geoffrey Cain, jornalista investigativo que acaba de lançar um livro sobre o gigante sul-coreano, “Samsung é uma empresa do tipo militar e sua força é a rapidez de execução. Os engenheiros foram submetidos a uma pressão intensa, pois Samsung queria derrotar o último modelo iPhone da Apple. Eles queriam lançar o Note 7 mais cedo”, conta. “Diante da pressão para terminar logo, Samsung cometeu um erro grave na concepção das baterias, o que explicaria essas explosões”, analisa.

Principais clientes da Samsung interrompem operações

No domingo (9), o gigante americano de telecomunicações AT&T e seu concorrente alemão T-Mobile anunciaram que interromperiam as operações com os Galaxy Note 7, à espera de investigações adicionais. O AT&T é o terceiro maior cliente da Samsung, e o T-Mobile o quarto.

Isso fez com que a ação da Samsung chegasse a perder nesta segunda-feira até 4% na bolsa de Seul, embora tenha terminado a sessão com um retrocesso de 1,52%. Além disso, segundo a agência de notícias sul-coreano Yonhap, que cita como fonte o responsável de um fornecedor da empresa, a Samsung teria suspendido temporariamente a produção do Galaxy Note 7. Esta decisão teria sido adotada em conjunto com as autoridades de proteção do consumidor da Coreia do Sul, Estados Unidos e China, indicou a fonte, que pediu o anonimato.

A crise ocorre num momento delicado para a empresa. Após os anos excepcionais de 2012-2013, a Samsung começou a sofrer com a concorrência da americana Apple e dos grupos chineses. O gigante sul-coreano contava com esse aparelho para sustentar seu crescimento até o fim do ano, em um mercado cada vez mais competitivo. Além disso, seu presidente, Lee Kun-hee, está hospitalizado há dois anos e seu filho, Lee Jae-young, se prepara para assumir o cargo.

O recall pode custar entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões para a Samsung.
 

 

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