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Mundo

EUA e China ratificam acordo mundial sobre o clima

media Barack Obama em sua chegada a Hangzhou, no leste da China, onde começa neste domingo a reunião de cúpula do G20. REUTERS/Damir Sagolj

China e Estados Unidos, os maiores poluidores do planeta, ratificaram neste sábado (2) o acordo mundial sobre o clima, concluído em dezembro passado, em Paris, durante a COP 21. A decisão, divulgada em um comunicado conjunto dos dois países, na véspera do início da cúpula do G20, em Hangzhou, deve facilitar a entrada em vigor do texto até o final do ano.

A decisão das duas potências, que representam cerca de 40% das emissões de gases que causam o efeito estufa, é considerada um marco no processo de implementação do histórico acordo. O presidente americano, Barack Obama, disse que a medida poderá "ser vista pelas gerações futuras como o momento em que finalmente decidimos salvar nosso planeta".

Obama e o presidente chinês, Xi Jinping, entregaram ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, os respectivos documentos assinados. Ban afirmou estar otimista para colocar as medidas em prática até o final de 2016.

O acordo de Paris pretende limitar o aumento da temperatura média da Terra a 2°C, ou 1,5°C com muito esforço, em relação ao nível registrado no período pré-industrial. Para que entre em vigor em 2020, o documento deve ser ratificado por ao menos 55 países, representando 55% das emissões responsáveis pelo aquecimento global.

Durante a COP 21, 175 assinaram o documento, mas cada um ficou de ratificar o texto posteriormente, de acordo com suas especificidades. Até agora, apenas 24 nações ratificaram o acordo global, mas a maioria foram países insulares, responsáveis por uma porção mínima de emissões poluentes (1,08%).

Segundo a Casa Branca, Obama vai pedir no domingo e na segunda-feira aos demais líderes do G20, principalmente à Índia, que sigam seu exemplo e o do líder chinês.

China e Estados Unidos também oficializaram seu apoio a um acordo que limita o teto das emissões de dióxido de carbono (CO2) na aviação civil. O texto deverá ser concluído ainda neste mês, durante uma reunião da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), e entrar em vigor em 2021.

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