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Mundo

Bombas de fragmentação fazem mais de 400 vítimas em 2015

media Avião B-1 Lancer ataca região com bombas de fragmentação. Wikipedia

Apesar dos protestos internacionais, as bombas de fragmentação, proibidas há anos por uma convenção internacional, continuam sendo utilizadas de forma "intensa e reiterada" na Síria e no Iêmen e provocaram mais de 400 vítimas em 2015, informou um relatório da ONU publicado nesta quinta-feira (1°) em Genebra.

Uma bomba de fragmentação é um artefato explosivo que, quando acionado, libera uma certa quantidade de projéteis ou fragmentos menores, com a finalidade de causar grande número de vítimas. Além da explosão em si, fragmentos são lançados a alta velocidade em todas as direções, provocando ferimentos graves ou mesmo mortais dentro de uma grande área.

"Há informações quase diárias sobre novos ataques com o uso de armas de fragmentação", afirma o documento publicado pelas Nações Unidas.

"Há provas irrefutáveis do uso pela Rússia desse tipo de armamento na Síria, assim como de ataques do Exército sírio com bombas de fragmentação, especialmente nas regiões de Aleppo, Homs e Idlib", completa o texto.

Os ataques na Síria aumentaram desde que a Rússia iniciou a intervenção militar em apoio às forças do regime sírio em setembro de 2015, destaca o 7° relatório do Observatório da ONU de Armas de Fragmentação.

Entre setembro de 2015 e julho de 2016 foram executados 76 ataques do tipo. No Iêmen, a coalizão dirigida pela Arábia Saudita também utilizou esse tipo de bombas e, entre abril de 2015 e março de 2016, foram registrados pelo menos 19 ataques.

Ataques em zonas urbanas

"Como na Síria, um grande número de ataques acontece em zonas urbanas e habitadas: mercados, escolas, hospitais", denunciou a Handicap International, que participou, ao lado de outras ONGs, da elaboração do texto publicado pela ONU.

Nenhum país envolvido no uso de bombas de fragmentação assinou a Convenção de Oslo de 2008, que proíbe o uso desse tipo de armas.

O governo dos Estados Unidos suspendeu no fim de maio deste ano a venda de bombas de fragmentação à Arábia Saudita, após a pressão de congressistas e de várias organizações de defesa dos direitos humanos.

No ano de 2015, foram registrados 417 feridos e mortos no uso desse tipo de bomba, especialmente na Síria (248), Iêmen (104) e Ucrânia (19). Do total, 97% das pessoas mortas ou feridas eram civis, sendo 36% delas crianças.

O relatório das Nações Unidas foi publicado antes da Assembleia dos Estados membros da Convenção sobre Armas de Fragmentação, que acontecerá entre 5 e 7 de setembro próximos. O texto revela que há menos conflitos onde essas armas são utilizadas, mas que os "civis continuam morrendo e sendo mutilados".

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