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Mundo

Português confirma favoritismo para chefiar a ONU após segunda votação

media Alto Comissário da ONU para Refugiados, o português Antônio Guterres é um dos favoritos ao cargo máximo. REUTERS/Denis Balibouse/File photo

O ex-primeiro-ministro português Antonio Guterres seguia nesta sexta-feira (5) na liderança da corrida para substituir o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, segundo fontes diplomáticas.

Após uma segunda rodada de votação no Conselho de Segurança, 11 dos 15 países apoiaram sua candidatura, dois emitiram um voto desfavorável e dois outros não emitiram opinião.

Este resultado é um pouco menos favorável do que o obtido no primeiro turno, quando Guterres assumiu a liderança no mês passado, seguido de perto pelo ex-presidente esloveno Danilo Turk.

Agora, o português supera o sérvio Vuk Jeremic, ex-presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, que recebeu oito votos a favor, quatro contra e três abstenções, e Susana Malcorra, ministra das Relações Exteriores argentina, que obteve 8 votos a favor, 6 contra e um sem opinião. Turk ficou em quarto desta vez.

"Penso que será um processo que levará tempo", havia considerado pouco antes da votação o embaixador russo, Vitaly Churkin. "Isso não vai ser resolver nesta sexta-feira". Durante a reunião a portas fechadas, os 15 membros do Conselho de Segurança foram consultados sobre se "respaldam", "desencorajam" ou não têm "nenhuma opinião" sobre um candidato.

Os resultados não são anunciados, mas o presidente do Conselho comunica aos candidatos o nível de apoio que tiveram. Alguns candidatos dizem de forma privada que os resultados da segunda rodada de votações podem ser a chave da decisão desta disputa.

A ex-chanceler croata Vesna Pusic anunciou na quinta-feira que se retirava da corrida, depois de receber pouco apoio na primeira rodada. Em uma carta, Pusic informou ter tomado a decisão de deixar a disputa "depois que na primeira rodada de votação do Conselho de Segurança da ONU ficou claro que a seleção não foi na minha direção".

Partidária das políticas europeias, da igualdade de gênero e porta-voz dos direitos da comunidade LGBT, Pusic teve 11 votos de "desencorajamento", dois que a "respaldavam" e dois que "não tinham opinião".

Um chefe da ONU do leste europeu

Os membros do Conselho de Segurança têm diante de si o apelo para eleger a primeira mulher no cargo depois que oito homens o ocuparam, e ao mesmo tempo dar preferência a um candidato da Europa do Leste, a única região que até agora não foi representada no posto.
O embaixador russo disse que para seu país foi uma prioridade apoiar um postulante da Europa do Leste - de onde são provenientes sete dos 11 aspirantes ao cargo -, mas sabe que há "bons candidatos também de outras regiões".

Entre outros candidatos está a chefe da Unesco, a búlgara Irina Bokova, que ficou em terceiro lugar, e a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark, que lidera o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e ficou em sexto na votação.

Há duas mulheres latino-americanas na corrida: a chanceler argentina Susana Malcorra, que foi chefe de gabinete de Ban, e a costarriquenha Christiana Figueres, ex-secretária-executiva da Convenção Marco da ONU sobre as Mudanças Climáticas. O voto secreto se inclui em um novo processo, mais aberto e que pela primeira vez na história das Nações Unidas permitiu que os candidatos apareçam e sejam ouvidos para tentar alcançar o posto máximo antes da Assembleia Geral.

São esperadas mais rodadas de votação nas semanas seguintes antes que o Conselho de Segurança acorde a indicação, o que deve ocorrer em outubro. O novo secretário das Nações Unidas começará sua gestão de cinco anos em 1º de janeiro.

A decisão final do Conselho, no qual seus cinco membros permanentes (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China) têm direito a veto e uma voz preponderante, deve ser ratificada pela Assembleia Geral da ONU.

 

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