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Turismo da Turquia tem queda de 40% após atentados

Turismo da Turquia tem queda de 40% após atentados
 
Praias da região da Antália, no sul da Turquia, foram abandonadas pelos turistas neste verão. REUTERS/Kaan Soyturk

Atentados frequentes, tentativa de golpe de Estado e relação instável com antigos aliados deixam prejudicam um dos setores mais importantes da economia da Turquia: o turismo. O país, que era, até 2014, o quarto país mais visitado na Europa e o sexto no mundo, registra uma queda de 40% no setor. E vive, hoje, o pior verão dos últimos 22 anos.

Fernanda Castelhani, correspondente da RFI na Turquia

A crise no setor do turismo teve início ainda no verão passado, quando foi finalizado o cessar-fogo entre as autoridades turcas e o grupo armado curdo, PKK. Em seguida, houve, em outubro, um atentado que matou mais de cem pessoas em Ancara. No mês seguinte, a Turquia abateu um caça russo que invadiu o espaço aéreo e os dois países cortaram relações em diversos setores, entre eles, o turismo.

Mas a fuga significativa de visitantes foi sentida pouco a pouco a partir de janeiro deste ano, depois que um homem-bomba causou a morte de 12 estrangeiros no coração histórico de Istambul, Sultanahmet. Em março, o alvo foi o centro de compras mais movimentado, a avenida Istiklal, quando quatro turistas morreram. Outros dois graves ataques foram registrados em junho em Istambul: um perto de uma importante estação de metrô, a um quilômetro do famoso Grand Bazaar, e o outro no aeroporto internacional Atatürk, matando 42 pessoas.

O país, que recebeu 37 milhões de turistas em 2014, viu, até o fim do primeiro semestre de 2016, uma queda de 40% no número de visitantes, de acordo com o Instituto Turco de Estatísticas. Os dados, divulgados recentemente, se referem, no entanto, a um período anterior à tentativa de golpe militar, ocorrida em 15 de julho, e de o governo decretar estado de emergência.

A crise não se deve somente ao terrorismo, mas também à instabilidade política. Por isso, para até o fim deste ano, os analistas preveem perdas próximas a US$ 5 bilhões no turismo, levando a uma redução de 0,5% no PIB do país.

Prejuízos ao comércio local

Diversos países têm divulgado cada vez mais alertas de segurança aos seus próprios cidadãos sobre viagens à Turquia. É o caso dos alemães, que eram os que mais viajavam à Turquia, mas, em um ano, um terço já desistiu da destinação.

Os números mostram que o declínio dos gastos dos turistas é ainda maior do que a diminuição no número de visitantes. Nesse aspecto, a perda principal vem dos russos que, apesar de serem número dois na lista, são os que mais gastam na Turquia. Eles costumavam lotar Antália, na costa mediterrânea da Turquia, onde a maioria dos estabelecimentos até fala russo para atender aos turistas. Mas um dos principais hotéis de luxo da região, o Garden Resort Bergamot, por exemplo, deveria estar mais de 70% ocupado nesta época, sendo que apenas um em cada dez quartos do estabelecimento foi preenchido.

Por isso, em todo país, a força de trabalho diretamente ligada ao setor está sendo atingida: na média, cerca de 10% dos funcionários da área hoteleira foram demitidos. Ruas mais tranquilas nessas regiões costeiras e também aqui em Istambul, onde as filas são visivelmente menores nas atrações turísticas, em plenas férias de verão, afetam também o comércio local. Na Capadócia, por exemplo, lojistas das famosas lojas de tapetes, cerâmicas e joias relatam o pior faturamento das últimas duas décadas. Não há informações oficiais sobre a redução de brasileiros, mas a Embaixada do Brasil também alerta para que os turistas evitem aglomerações e, claro, manifestações políticas.

Reaproximação entre Turquia e Rússia é estratégia importante

Há um mês, o governo turco se reconciliou com Israel e agora está se reaproximando da Rússia. Fazer as pazes na região faz parte da estratégia de tentar reativar o turismo e de melhorar a economia como um todo, com parcerias comerciais e energéticas.

Depois do atentado de março, em Istambul, quando três israelenses morreram, Israel foi um dos que alertaram os próprios cidadãos a não viajarem mais à Turquia. Já a Rússia, em novembro de 2015, havia proibido as agências locais de viagem de venderem pacotes para a Turquia.

Mas, há dez dias, as autoridades do Kremlin autorizaram a retomada dos voos. O encontro do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, com o presidente russo, Vladimir Putin, na próxima semana, deve selar essa reconciliação.

A tática aqui tem sido fomentar o turismo doméstico e reduzir os preços. A expectativa das grandes associações é que as regiões praianas tenham um retorno mais rápido de turistas estrangeiros do que as grandes cidades. Por enquanto, é a vizinha Grécia a alternativa número um de quem desistiu de conhecer a Turquia neste verão.

Mas a Federação Hoteleira Turca mesmo já afirmou que a principal lição a ser aprendida é que o turismo vive de mãos dadas com a paz, tanto interna quanto com os vizinhos. Essa imagem não deve ser revertida tão rapidamente nos próximos anos.


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