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Mundo

Japão em choque após ataque que deixou 19 mortos em centro para deficientes

media REUTERS/Issei Kato

A polícia japonesa continua as investigações sobre um ataque em um centro para pessoas com deficiência na cidade de Sagamihara, no oeste de Tóquio, na madrugada desta terça-feira (26). O país amanheceu em estado de choque depois que um homem de 26 anos invadiu o local e realizou um massacre com facas e lâminas, deixando 19 mortos e 25 feridos.

"Estou muito abalado", declarou Chikara Inabayashi, 68 anos, que mora próximo ao centro para pessoas com deficiência. "Acordei às 3h da manhã com as sirenes" da polícia e das ambulâncias. "Jamais imaginei que um drama como este pudesse acontecer."

O porta-voz do governo, Yoshihide Suga, deplorou o "incidente extremamente trágico e chocante". Ele também informou que as investigações em andamento devem determinar os detalhes do incidente.

Já os vizinhos do agressor, Satoshi Uematsu, estão incrédulos. "Ele era muito sorridente e sempre me cumprimentava, parecia um bom jovem, é inacreditável", declarou Akihiro Hasegawa, de 73 anos. Segundo a TV estatal NHK, o jovem estudava para ser professor.

Ataque com facas

De acordo com a polícia, Uematsu teria quebrado as janelas para entrar no centro, onde havia 160 pacientes. Em seguida, ele amarrou os empregados e começou a esfaquear as pessoas com deficiência. "Ele carregava facas de cozinha e outros tipos de lâminas manchadas de sangue", explicou Shinya Sakuma, funcionário da prefeitura de Kanagawa, em uma entrevista coletiva.

Depois do ataque, o agressor se entregou à polícia, a quem declarou que "todas as pessoas com deficiência deveriam desaparecer". Segundo os policiais, Uematsu é ex-funcionário do centro, de onde saiu em fevereiro passado, por razões ainda não determinadas.

As vítimas são nove homens e dez mulheres com idades entre 18 e 70 anos, informaram os bombeiros. Entre os 25 feridos, 20 sofreram "cortes profundos no pescoço", segundo um médico. As vítimas foram levadas a seis hospitais diferentes. "Os feridos estão muito chocados e sequer conseguem falar", explicou o médico à NHK.

O autor da matança já havia enviado uma carta ao presidente da câmara baixa do parlamento japonês em fevereiro, ameaçando matar 470 deficientes. Na carta, Satoshi Uematsu dizia que essas matanças seriam uma "revolução", que impediriam "a Terceira Guerra Mundial". Depois disso, ele foi hospitalizado durante dez dias.

Pior massacre desde 1938

Este foi o pior ataque no Japão desde 1938, quando um homem munido com um sabre e um fuzil matou 30 pessoas antes de tirar a própria vida. Incidentes deste tipo são muito raros no país, que tem uma legislação de controle de armas muito severa e uma taxa de criminalidade relativamente baixa.

Entre os ataques mais graves nesta última década estão o do bairro de Akihabara, em Tóquio, em junho de 2008. Um homem de 28 anos armado com faca e dirigindo um caminhão semeou pânico no local, atropelando pedestres e esfaqueando várias pessoas. Sete morreram e dez ficaram feridas. O agressor foi condenado à pena de morte.

Em junho de 2001, um homem entrou em uma escola primária de Ikeda, na cidade de Osaka, e matou oito crianças com uma faca.

Mas uma das ocorrências que mais abalou o país aconteceu em 20 de março de 1995, quando um ataque com gás sarin matou 13 pessoas no metrô de Tóquio, em uma ação praticada por membros da seita Aum Shinrikyo. O gás altamente tóxico afetou ainda 6.300 pessoas, e em algumas provocou danos irreversíveis.

(Com informações da AFP)

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