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Mundo

Diminuição da contaminação pelo HIV desacelera em todo o mundo

media Circuncisão: redução de risco de contaminação do HIV em 60%. Le Monde/ RFI

Começou em Durban a 21ª Conferência Internacional sobre a AIDS, reunindo 18 mil pessoas entre médicos, cientistas, políticos, portadores do vírus HIV e membros da sociedade civil.

É a segunda vez que a África do Sul, país com o maior número de soropositivos no mundo, sedia o evento que faz o balanço da luta contra o vírus HIV. Atualmente, o mundo tem 37 milhões de soropositivos, enquanto outros 30 milhões já morreram desde a década de 1980, vítimas da Aids.

Graças às campanhas de prevenção, o número de infecções anuais em todo o mundo tem diminuído, passando de 3,2 milhões no ano 2000 para 2,1 milhões em 2015. Os dados, contudo, são recebidos com preocupação pela comunidade médica internacional.

Se até 2005 a epidemia recuou consideravelmente – em consequência das campanhas e dos novos medicamentos, como o AZT, nos últimos dez anos houve uma desaceleração na queda do número de contaminados. Enquanto isso, na Europa oriental e na Ásia, o número de contaminados com o vírus HIV tem até aumentado.

O fim da Aids

O objetivo da Sociedade Internacional da Aids, organização científica que organiza a conferência, é conseguir eliminar a epidemia até o ano 2030. Mas a falta de recursos financeiros pode inviabilizar o projeto.

“Treze dos 14 principais doadores do Fundo Mundial Contra a Aids reduziram a sua contribuição. Se não dermos continuidade, incrementando nossos esforços, nós estaremos correndo o risco de ver uma retomada da epidemia. Isso vai nos custar muito mais caro, porque voltaremos à estaca zero, como aconteceu com o paludismo”, desabafou Michel Sidibé, do Programa das Nações Unidas contra o HIV e a Aids.
Circuncisão

Na África do Sul, com 7 milhões de soropositivos (19,2% da população entre 15 e 49 anos), a circuncisão tem feito parte do combate à epidemia desde 2010.

Segundo estudos científicos, a remoção de uma parte do prepúcio, cuja face interna é particularmente permeável ao vírus, permite a diminuição do risco de contaminação em 60%.

“A circuncisão não é uma solução miraculosa. Mas, associada a outros modos de prevenção, como a utilização de preservativos, ela pode ser bastante eficaz”, explica Dayanund Loykissoonlal, responsável do programa governamental de circuncisões na África do Sul.

Submetidos a uma cirurgia simples, que leva menos de 10 minutos, mais de 2,3 milhões de sul-africanos já foram circuncisados. A meta do governo é circuncisar 4,3 milhões de homens até o final de 2016, a um custo de € 90 por operação, pagos pelo governo.
 

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